Brasil

Aprovado aumento de garantias a clientes de empresas aéreas

Proposta determina que informações sobre valores de taxas para remarcação, cancelamento e reembolso do bilhete aéreo sejam escritas de forma clara e destacada


	Aeroporto: texto prevê ainda um prazo de arrependimento de duas horas após a aquisição do bilhete por canais de vendas não presenciais
 (Wikimedia Commons)

Aeroporto: texto prevê ainda um prazo de arrependimento de duas horas após a aquisição do bilhete por canais de vendas não presenciais (Wikimedia Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 14 de agosto de 2013 às 18h17.

Brasília – O Senado aprovou hoje (14) projeto que dá mais garantias aos clientes de empresas aéreas (PLS 359/12). Segundo o autor da proposta, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), a intenção é adotar medidas que impeçam práticas abusivas ao consumidor.

A proposta determina que informações sobre os valores das taxas para remarcação, cancelamento e reembolso do bilhete aéreo sejam escritas de forma clara e destacada no contrato.

Além disso, nesses mesmos casos, fica proibida a cobrança de valor superior ao preço do bilhete, o que, segundo senadores, é uma prática comum quando as passagens são compradas por meio de promoções.

A proposta também estabelece que a cobrança por remarcação, cancelamento e reembolso, ainda que calculada cumulativamente, não poderá ser superior a 10% do preço pago pelo comprador para cada trecho.

Também fica garantida ao consumidor a possibilidade de cancelar o bilhete pelo mesmo canal usado por ele para comprar da passagem.

O texto prevê ainda um prazo de arrependimento de duas horas após a aquisição do bilhete por canais de vendas não presenciais.

Segundo o projeto, as companhias aéreas ficam obrigadas a oferecer ao consumidor passagem em classe tarifária na qual não incida qualquer restrição ou multa, para que a possibilidade de escolha passe a ser feita com base no interesse e na disponibilidade do comprador.

A proposta tramita em conjunto com outra (PLS 364/2012) que obriga as empresas aéreas a informar o número de assentos em cada classe tarifária, assim como o custo e as restrições de cada classe e a quantidade de lugares vendidos.

Como foi aprovada em caráter terminativo pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, se não houver recurso para votação no plenário da Casa, a matéria seguirá direto para a Câmara dos Deputados.

Acompanhe tudo sobre:Setor de transporteAviaçãoConsumidoresLegislação

Mais de Brasil

Comunicação sobre free flow ficou aquém do necessário, diz CEO da Ecorodovias

PGR recorre de decisão do STF que acaba com aposentadoria compulsória para punir juízes

Lula conversa com Delcy Rodríguez e detalha plano de ajuda do Brasil após terremoto na Venezuela

Galípolo diz que BC enviou informações sobre Pix aos EUA para investigação