Anvisa aprova mais um teste de vacina contra covid-19 no Brasil

Potencial vacina da farmacêutica belga Janssen-Cilag, do grupo Johnson & Johnson, será aplicada em 7 mil voluntários brasileiros a partir de setembro

A Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) aprovou nesta terça-feira, 18, a realização de testes no Brasil de mais uma vacina contra o novo coronavírus. Trata-se da imunização produzida pela farmacêutica belga Janssen-Cilag, do grupo Johnson & Johnson.

De acordo com a Anvisa, os testes com a candidata a vacina Ad26.COV2.S em Fase 3, a última antes do registro, serão feitos no Brasil com 7 mil voluntários distribuídos nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Norte.

A autorização foi publicada no Diário Oficial da União e é assinada pelo gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos, Gustavo Mendes Limas Santos. Esse será o estudo 4º estudo para encontrar uma vacina contra a covid-19 que será conduzido no Brasil.

A potencial vacina da Johnson & Johnson é composta de um vetor de adenovírus constituído para codificar a proteína do novo coronavírus, que causa a Covid-19. No total, os testes com a candidata a imunizante serão feitos com 60 mil voluntários em todo o mundo.

“O estudo Fase 1/2 com a vacina candidata foi iniciado em julho de 2020 nos EUA e Bélgica. O ensaio clínico Fase 3 aprovado será conduzido em etapas e cada etapa só será iniciada se os resultados que estiverem disponíveis no momento, obtidos do estudo de Fase 1/2 e do próprio estudo de Fase 3, sejam satisfatórios para continuidade do estudo”, disse a Anvisa em nota.

A farmacêutica, no entanto, ainda não apresentou os resultados das fases 1 e 2, que foram realizadas nos Estados Unidos e na Bélgica.

Este é o quarto estudo clínico de uma potencial vacina contra a Covid-19 autorizado pelo órgão regulador.

Além dessa, o Brasil testa também outras três possíveis imunizações para a covid-19: a da Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZenaca; a da Sinovac, desenvolvida com o Instituto Butantan, e a da Pzifer junto com a BioNTech.

De todas essas, a de Oxford é a que se mostra mais promissora. Segundo um estudo publicado narevista científica The Lancet, a fórmula teve bons resultados e gerou resposta imune contra o novo coronavírus. Para a Organização Mundial da Saúde, essa é a vacina mais avançada no mundo.

(Com Reuters)

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 15,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 44,90/mês

  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa quinzenal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.