Bahia: ACM Neto lidera corrida pelo governo baiano (PT/Divulgação/Instagram ACM Neto/Reprodução)
Colaboradora
Publicado em 26 de agosto de 2026 às 15h29.
O candidato ACM Neto (União) lidera a corrida pelo governo da Bahia, segundo o Agregador de Pesquisas Eleitorais da EXAME, desenvolvido em parceria com o Inteligov. Na consolidação dos dados de todas as pesquisas eleitorais do estado até o último dia 17, o ex-prefeito de Salvador aparece com 45,44% das intenções de voto em um primeiro turno.
Em segundo lugar, o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que tenta a reeleição, registra 39,15%. Na comparação com os resultados anteriores, divulgados em 5 de agosto, o candidato do União Brasil manteve estabilidade, enquanto o petista teve oscilação positiva de meio ponto.
A distância entre os dois é de 6,29 pontos, e já foi maior. O auge de ACM Neto foi nas duas quinzenas de julho, quando ele pontuou 46,9% e o adversário, 38,25%, uma distância de 8,65 pontos.
No último consolidado do Agregador, o candidato Ronaldo Mansur (Psol) aparece em terceiro lugar, com 1,46%. Aroldo Félix (UP) tem 0,37%, e José Estevão (DC), 0,24%. Ariel Capistrano, também do DC, e Maria Bona (PCO), não pontuaram.
Além do percentual de votos, o agregador mostrou a tendência de cada candidato no último período. A tendência do atual governador foi positiva, de 0,24 ponto percentual, enquanto ACM Neto vem em inclinação negativa de o,o5 ponto percentual.
Veja os detalhes do Agregador aqui.
O resultado apresentado pelo monitor não corresponde a uma média aritmética simples das pesquisas. O modelo utiliza uma Média Móvel Ponderada, cálculo que atribui pesos diferentes aos levantamentos de acordo com critérios metodológicos e com a data de realização de cada pesquisa.
Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral no modelo, enquanto levantamentos feitos por IVR, sistema automatizado de entrevistas por telefone, e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística.
A atualidade também interfere no cálculo. A metodologia reduz em 25% o peso de uma pesquisa a cada quinzena de caducidade. Na prática, levantamentos mais antigos continuam no histórico, mas perdem influência sobre a média à medida que novas pesquisas são incorporadas.
Esse mecanismo busca dar maior peso ao retrato mais recente da eleição, sem descartar a trajetória acumulada desde março. A cada rodada, novas pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base utilizada para o cálculo.
Na consolidação realizada até as 12h de 17 de agosto, por exemplo, a base recebeu 27 novas pesquisas cadastradas no PesqEle. Elas se somaram aos 404 levantamentos considerados na iteração anterior.