Flávio Bolsonaro: 25% dos eleitores do senador afirmam que não possuem 2ª opção (Vittor Sales/Divulgação pré-campanha Flávio Bolsonaro/Divulgação)
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Publicado em 1 de outubro de 2026 às 10h51.
Última atualização em 1 de outubro de 2026 às 10h55.
A maioria dos eleitores que se identificam com o campo político da direita e que não pretendem votar no Senador Flávio Bolsonaro (PL) descartam a possibilidade de migrar o voto para o parlamentar no primeiro turno da corrida presidencial de 2026.
Segundo a pesquisa Meio/Ideia divulgada na última quarta-feira, 30, 63,4% dos eleitores com este perfil nem pensam ou consideram votar em Flávio já no primeiro turno.
Para a coleta deste dado, foram considerados os entrevistados que declaram voto em Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante), Cristina Barão (DC) e Wilson Grassi (Democrata), que têm propostas econômicas liberais e defesa de pautas sociais conservadoras.
Outros 36,6% desses eleitores afirmam que podem mudar na última hora e votar em Flávio Bolsonaro para tentar derrotar o Lula já no primeiro turno; é o chamado voto útil. Trata-se da escolha de um candidato com chances reais de vitória em detrimento de aspectos que guiam o voto identitário, como projeto de governo e representação política.
De acordo com o levantamento, para cerca de metade do grupo, 55,2%, é mais importante escolher um candidato independentemente da chance de derrotar Lula.
Já para 44,8% deles, a prioridade é optar por um nome que possua chances reais de derrotar o presidente.
A pesquisa também mediu quem são os candidatos que mais pontuam como segunda opção a Lula e a Flávio. Segundo os resultados, 34,6% dos eleitores de Lula não sabem, e 28,8% não veem opção e preferem anular ou votar em branco.
Entre os que escolheram um candidato, 9,3% votariam em Augusto Cury, 7,6% em Ronaldo Caiado, 5,5% em Samara Martins (UP), 5% em Renan Santos, 2,7% em Romeu Zema, 2,4% em Flávio Bolsonaro, 1,4% em Rui Costa Pimenta (PCO), 1,3% em Edmilson Costa (PCB), 1,1% em Hertz Dias (PSTU) e 0,4% em Wilson Grassi.
Os dados revelam uma aderência de Lula com parte dos eleitores de centro-direita e direita, como os que votariam em Augusto Cury e Ronaldo Caiado como segunda opção ao presidente.
Já os eleitores de Flávio Bolsonaro avaliam que têm mais opções. Ao todo, apenas 25% afirmam que não sabem. Ronaldo Caiado fica com a ponta, como segunda opção, de 21,3%. Romeu Zema fica com 14%, Augusto Cury com 12% e Renan Santos com 7,8%.
Lula é a segunda opção de 1,8% dos eleitores de Flávio. Clariana Barão, que também pertence ao espectro político da direita, fica com 1,6%. Os demais candidatos, em sua maioria de esquerda, não chegam nem a 1% cada um.
Essa fragmentação do voto conservador pode ser prejudicial para Flávio no primeiro turno, com a grande maioria dos eleitores progressistas fiéis ao presidente Lula já no primeiro dia do pleito.
No primeiro turno mensurado pela última pesquisa Meio/Ideia, o presidente Lula aparece com 39,4% das intenções de voto, contra 38,4% de Flávio Bolsonaro (PL). Os dois seguem tecnicamente empatados no primeiro turno, com a margem de erro do levantamento de dois pontos percentuais.
Augusto Cury (Avante) tem 6,7%, Renan Santos (Missão), 4,5%, e Ronaldo Caiado (PSD), 4,4%. Romeu Zema (Novo) aparece na sequência com 3,5%.
Os demais candidatos não passam de 1% cada. Cerca de 0,7% afirmam que vão votar em branco ou nulo no dia 4 de outubro, e 1,5% não sabem ou não opinaram.
No cenário de segundo turno, Lula aparece com 48,5% das intenções de voto, contra 48% de Flávio, um novo empate técnico.
A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 2.000 eleitores entre 25 e 28 de setembro, por meio de pesquisa telefônica. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado por Meio e está registrado no TSE sob o protocolo BR-08706/2026.