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Ação com 80 tiros: Bolsonaro mandou apurar o "que tem que ser apurado"

Após três dias do crime, essa é a 1ª vez que o presidente se pronuncia; Ministro da Defesa classificou a ação dos militares como "lamentável"

Enterro: corpo de músico foi sepultado nesta quarta-feira (10) no Rio de Janeiro (Sergio Moraes/Reuters)

Enterro: corpo de músico foi sepultado nesta quarta-feira (10) no Rio de Janeiro (Sergio Moraes/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 10 de abril de 2019 às 19h04.

Última atualização em 10 de abril de 2019 às 19h21.

Brasília - O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse nesta quarta-feira, 10, que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) mandou apurar "o que tem que ser apurado" sobre os 80 tiros disparados por militares contra o veículo de uma família no Rio de Janeiro. "O presidente falou: apure o que tem que ser apurado", disse Azevedo e Silva ao afirmar que disparar 80 tiros não é normal.

No último domingo, dez militares dispararam mais de 80 tiros contra um veículo em Guadalupe, zona norte do Rio, que supostamente foi confundido com um automóvel em que estariam criminosos. No carro estavam o músico Evaldo Rosa dos Santos, de 46 anos, e sua família. O músico morreu no local e duas pessoas ficaram feridas.

O ministro participa de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados. Azevedo e Silva fala sobre os planos de sua pasta para 2019.

Mais cedo, na mesma audiência, o ministro classificou como "lamentável e triste incidente" a ação dos militares e disse que as Forças Armadas vão "cortar na própria carne".

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