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Abertura de loja da Havan em Belém causa aglomeração e é fechada

Multidão de pessoas teria se reunido na porta da loja mesmo antes de sua abertura; inauguração foi realizada na véspera do Círio de Nazaré

Loja Havan: uma multidão de pessoas se reuniu na frente da loja (Twitter/Reprodução)

Loja Havan: uma multidão de pessoas se reuniu na frente da loja (Twitter/Reprodução)

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Da Redação

10 de outubro de 2020, 20h16

A inauguração de uma loja da Havan neste sábado, dia 10, em Belém, no Pará, provocou aglomerações. Segundo vídeos postados nas redes sociais, uma multidão de pessoas se reuniu na frente da loja, localizada na Avenida Augusto Montenegro, mesmo antes de sua abertura.

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) disse em sua conta no Twitter que a loja foi fechada neste sábado pelo "não cumprimento das regras previstas pela OMS e por crime Contra a Saúde Pública, de acordo com o artigo 268 do Código Penal Brasileiro".

Nas imagens compartilhadas nas mídias sociais, vistos diversos clientes muitos próximos uns aos outros e sem máscara, cujo uso é obrigatório no Pará desde maio. Em suas mídias sociais, a empresa disse que ficou “emocionada com tantas pessoas esperando a abertura das portas horas antes da loja abrir”.
A abertura da loja, a 150ª da rede de varejo catarinense, foi realizada na véspera do Círio de Nazaré, considerada uma das maiores festividades religiosas do país, que costuma movimentar o comércio local.

A empresa não retornou o pedido de posicionamento até o fechamento da reportagem, mas sua posição será incluída assim que possível.

A rede, conhecida pelas vendas de eletrodomésticos e itens para a casa, começou a vender alimentos em maio. A varejista passou a ser considerada negócio essencial, o que permitia manter as portas abertas durante o lockdown. “Nesse momento de pandemia, achamos que a melhor forma de atender os clientes é colocar esses produtos à disposição”, disse Luciano Hang, proprietário da Havan, em entrevista à Exame, na ocasião.

A empresa havia planejado fazer sua abertura de capital este ano, mas o IPO acabou sendo suspenso.

A companhia pretendia fazer sua estreia avaliada em 70 bilhões de reais. O mercado, no entanto, só estava disposto a pagar entre 50 bilhões de reais e 60 bilhões de reais. O plano era realizar uma oferta pública inicial com uma parcela primária, ou seja, para o caixa da empresa, e outra secundária, que vai para o bolso do dono.