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G7 chama acordo entre EUA e Irã de 'oportunidade histórica' e amplia pressão sobre Rússia

Declaração conjunta destaca acordo liderado por Donald Trump e prevê novas sanções ao setor energético russo

G7: líderes do grupo classificaram acordo entre Estados Unidos e Irã como uma oportunidade histórica para reduzir tensões no Oriente Médio. (Julia Demaree Nikhinson/POOL/AFP)

G7: líderes do grupo classificaram acordo entre Estados Unidos e Irã como uma oportunidade histórica para reduzir tensões no Oriente Médio. (Julia Demaree Nikhinson/POOL/AFP)

Publicado em 17 de junho de 2026 às 10h51.

Os líderes do G7 classificaram nesta quarta-feira, 17, o acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio como uma “oportunidade histórica” e decidiram aumentar a pressão econômica sobre a Rússia, em mais um movimento para tentar acelerar o fim da guerra na Ucrânia.

A declaração conjunta foi divulgada durante a cúpula realizada em Évian, na França, e destacou que o entendimento negociado entre Washington e Teerã, sob liderança do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode impedir que o Irã desenvolva armas nucleares e reduzir tensões na região.

Segundo o comunicado, uma força multinacional liderada por França e Reino Unido poderá ajudar a restabelecer o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo e que foi fortemente afetada pelo conflito.

A assinatura oficial do acordo entre EUA e Irã está prevista para sexta-feira, na Suíça.

G7 amplia pressão sobre Moscou

Além do Oriente Médio, os líderes do grupo também voltaram a discutir a guerra na Ucrânia.

O G7 concordou em reforçar as sanções contra a Rússia, especialmente nos setores de petróleo e gás, considerados fontes centrais de financiamento do esforço militar de Moscou.

O grupo também prometeu ampliar o fornecimento de sistemas de defesa aérea para Kiev.

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou que o acordo entre EUA e Irã pode gerar efeitos positivos em outras frentes diplomáticas, incluindo a guerra na Ucrânia.

Inteligência artificial entra na pauta

O último dia da cúpula também foi marcado por debates sobre inteligência artificial.

Executivos de grandes empresas do setor participaram de reuniões com os líderes do grupo, incluindo Sam Altman e Dario Amodei.

As discussões envolveram temas como segurança digital, regulação da IA e proteção de crianças nas redes sociais.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou recentemente a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos no Reino Unido, enquanto a França avalia medida semelhante.

Participando da cúpula como convidado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que as transições energética e digital não ampliem a concentração de riqueza e tecnologia em poucos países ou empresas.

*Com AFP

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