'Whatsapp' do Google quer desbancar Apple

Gigante de buscas quer voltar para o páreo dos apps de mensagens e cutuca rival por mais segurança

O gigante de buscas Google quer que as pessoas deixem de usar o iMessage para troca de mensagens e passe a usar mais a solução desenvolvida por eles. A ação tem como principal alvo os Estados Unidos, dado que 46,9% da população tem iPhones e utiliza o serviço de mensagens da Apple para se comunicar. E qual o argumento que o Google usa contra a Apple? Segurança.

De maneira simples, quem tem iPhone consegue mandar mensagens que vão além de textos -- como fotos, vídeos, memes -- usando o iMessage. Porém, quando o assunto é a troca de mensagens de Android para iPhone, isso não é possível, uma vez que as mensagens são automaticamente convertidas em SMS.

Além de ser um padrão bastante antigo, o SMS é também menos seguro. Daí vem a provocação do Google: a gigante de buscas conseguiu fazer com que a troca de mensagens entre celulares Android e iPhones possa ser feita de forma segura, usando a criptografia para o padrão RCS (o "primo mais bonito" do SMS, que permite enviar fotos e vídeos por mensagem).

Para o Google, se a Apple consegue fazer com que seus usuários troquem mensagens num fomato similar ao RCS entre si, por que não usar o RCS de fato e estender a comunicação mais segura às trocas entre iPhones e celulares Android?

A explicação é bastante óbvia: porque a Apple pode perder alguma vantagem competitiva ao permitir que usuários de qualquer sistema operacional possam conversar com iPhones sem prejuízos no iMessage. Hoje, esse serviço é mantido pela própria Apple como um benefício adicional aos usuários de iPhones.

Ainda assim, nada está perdido. Em entrevista ao site 9to5Mac, um porta-voz da gigante de buscas não confirmou se a Apple e o Google discutiram a adoção do RCS em iPhones.

Além disso, o Google pode se beneficiar do fato de que norte-americanos não estão tão felizes com os iPhones quanto aqueles que adquiriram aparelhos da rival Samsung. Uma pesquisa do Índice de Santisfação do Consumidor Americano (ASCI) mostrou que a sul-coreana assumiu a liderança do ranking, ultrapassando a Maçã.

Esse parece ser mais um movimento do Google para tentar se tornar popular entre os apps de mensagens. Por enquanto, o status da empresa era o de quem havia "perdido esse bonde". Da criação do GChat em 2005 -- um serviço de mensagens instantâneas do Gmail --, passando pelo Google Wave , que reuniria e-mails com fotos e lembretes, até o Google Spaces, similar a um fórum, que almejava competir com redes sociais como o Facebook, nada pareceu emplacar o suficiente.

Apesar da discussão ser um ponto importante pela popularidade que o iMessage tem nos Estados Unidos, no Brasil, ela não deve mudar muito o cotidiano de troca de mensagens. Isso porque, como já se sabe, os brasileiros têm preferência pelo WhatsApp para mandar e receber conteúdos dos mais variados tipos -- de áudios a vídeos. Estimativas da Opinion Box mostram que o app está instalado em 99% dos celulares dos brasileiros.

Ou seja, mesmo com a discussão esquentando nos Estados Unidos, caso tudo dê certo por lá, parece que o Google terá um desafio ainda maior do lado de cá: enfrentar o app de Mark Zuckerberg.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 3,90/mês
  • R$ 9,90 após o terceiro mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 99,00/ano
  • R$ 99,00 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 8,25 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.

Veja também