Vimos o Disney+ em primeira mão. O que o diferencia dos demais streamings?

Baby Yoda, Thor, Luke Skywalker, Homem de Ferro, Capitão América, Capitã Marvel e Viúva Negra: não são só os grandes nomes

Baby Yoda, Thor, Luke Skywalker, Homem de Ferro, Capitão América, Capitã Marvel e Viúva Negra. Além dos grandes nomes presentes no streaming da Disney, o Disney+, quais são os principais diferenciais do serviço em relação aos outros?

Na tarde desta quarta-feira, 11, a EXAME viu, em primeira mão, como será a interface e os principais detalhes da plataforma do Mickey --- que, em apenas um ano, já ultrapassou a marca dos 73 milhões de assinantes globais. E a tendência é que este número aumente com a chegada do Disney+ no Brasil, em 17 de novembro.

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Em um fundo preto, logo no começo da página existe um carrossel com filmes e séries que são o destaque do streaming (cuja periodicidade não foi informada). A aparência do serviço de streaming é a mesma dos outros países, cujas imagens foram divulgadas no começo do ano passado, antes do lançamento oficial.

Abaixo do banner é que vem um diferencial interessante: os conteúdos são separados pelas marcas, como a própria Disney, a Pixar, a Marvel, Star Wars e a National Geographic.

Quando o usuário clica na aba da Marvel, por exemplo, ele é automaticamente direcionado a uma página que mostra todos os filmes e séries relacionados ao universo dos super-heróis. Ao clicar em "Vingadores: Ultimato", o consumidor terá acesso a uma série de conteúdos exclusivos relacionados à produção, além de informações mais detalhadas sobre o filme.

Disney+: interface é a mesma dos outros países

Disney+: interface é a mesma dos outros países (Disney/Reprodução)

Bem como outras plataformas, como a Netflix e o Amazon Prime Video, o Disney+ terá a função de "indicados" e um espaço separado para os conteúdos exclusivos do streaming.

O serviço permitirá que quatro pessoas assistam aos conteúdos simultaneamente e a criação de até sete perfis, com avatares personalizados. A empresa afirmou que alguns deles são "exclusivos para a América Latina". Existirá também a possibilidade de definir um dos perfis como infantil e restringir acesso a determinados conteúdos.

 (EXAME Academy/Exame)

Para quem gosta de assistir séries e filmes com amigos à distância, o Disney+ terá uma sala de conversas na qual os usuários poderão enviar emojis que representam as emoções em relação aos conteúdos.

Conteúdo, conteúdo e conteúdo

Para Juliana Oliveira, diretora de estratégia e desenvolvimento de negócios da Disney, a expectativa é que "o Brasil seja o maior mercado do streaming na América Latina". "O brasileiro é muito digital e aqui temos um mercado muito competitivo, justamente por ele ser extremamente digitalizado e acreditamos que temos um grande potencial", afirma.

Sobre conteúdos originais brasileiros, Oliveira afirmou que "alguns já estão sendo estudados" e que a Disney "já está trabalhando nessa estratégia para diversas faixas etárias". "O que podemos dizer é que vamos investir bastante em desenvolvimento de conteúdo local. Teremos artistas locais, produtores locais, e em breve mais informações serão divulgadas", garante. "Além disso, em toda a parte de conteúdo, sempre contamos com o que temos pré-produzido e que tem muito apelo para a nossa comunidade de fãs brasileiros", diz.

Disney+ será único streaming com todos os conteúdos da gigante The Mandalorian: série será lançada simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos

The Mandalorian: série será lançada simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos (Disney/Divulgação)

Outra estratégia que deve ser mantida é a do lançamento simultâneo em diversos países --- a depender da produção, sem dar certeza. "Para os grandes títulos, como The Mandalorian, acreditamos muito no lançamento simultâneo", explica. "Ao ser lançada no dia 17, já vamos ter toda a primeira temporada para que os usuários possam maratonar, e também o quarto episódio da segunda, uma vez que os três primeiros já estão disponíveis nos Estados Unidos. Mas não sabemos se 100% dos lançamentos serão simultâneos, será uma análise caso a caso", diz.

Em outubro, a Disney retirou todos os seus conteúdos dos streamings concorrentes, usando a exclusividade como um trunfo na guerra do streaming. Em um documento enviado à EXAME, a empresa afirmou que o Disney+ terá exclusividade total das produções da companhia e "não haverá nenhum conteúdo da Disney, Pixar, Marvel, Star Wars e National Geographic em qualquer outra plataforma". Desde o dia 30 de setembro, as produções foram retiradas da Netflix, do Amazon Prime Video e de outras plataformas que licenciavam os conteúdos.

Junto e misturado

A chegada do Disney+ no Brasil não foi feita de forma individual. Isso porque, para conseguir alcançar uma gama maior de assinantes, a empresa investiu pesado em parcerias com grandes empresas por aqui.

Uma delas é a junção do Disney+ e da Globoplay. Com a parceria, já é possível fazer o pré-cadastro de ambas as plataformas e "estar entre os primeiros a contratar o novo combo".

O movimento acontece em um momento importante para o mercado do streaming. Com cada vez mais empresas entrando na onda, e outras falindo, como foi o caso da Quibi, é fato que o setor está mais do que aquecido — e o combo pode ser um golpe na Netflix, empresa que tem mais assinantes no mundo todo, com 195 milhões.

Apesar de a Netflix ser líder global do mercado de streaming, no Brasil quem lidera é o Globoplay em número de usuários. A pesquisa da FGV à qual a EXAME teve acesso com exclusividade aponta que o serviço da Rede Globo tem 20 milhões de assinantes — número que, segundo a emissora, inclui assinantes pagantes e usuários cadastrados que acessam o Globoplay de graça –, enquanto a Netflix tem 17 milhões.

Outras parcerias feitas pela Disney incluem o Bradesco, o Mercado Livre, e a Vivo. Tudo é bem parecido com a ideia adotada junto ao Globoplay. Para se cadastrar no Disney+ pelo Bradesco, é preciso ser correntista no banco e ter determinados cartões.

Já no Mercado Livre, a assinatura é baseada nos níveis de compras realizados na plataforma --- quando mais o usuário compra, maior a gama de benefícios oferecidos a ele. Quem está no nível um, por exemplo, ganha um mês grátis na assinatura do Disney+, quem está no nível quatro, quatro meses --- e assim sucessivamente.

Com a Vivo, é possível assinar um pacote "Vivo fibra com Disney+", "Vivo Selfie com Disney+", ou somente o serviço de streaming.

Oliveira acredita que as parcerias são "um processo muito rico para a construção da marca no Brasil". "Nós realmente acreditamos muito no sucesso dessas parcerias. Por isso temos quatro grandes parceiros em segmentos distintos. E isso é muito interessante porque poderemos ter uma ideia melhor de quais conteúdos são mais consumidos em parceiros diferentes. O que a gente quer é assegurar que o cliente tenha a opção de escolher qual é a forma que mais lhe convém para fazer a assinatura. Seja direto, no nosso próprio site, ou com os nossos parceiros", explica.

Isso Os Simpsons não previram

Para os fãs da família Simpson, uma má notícia: nem todas as temporadas da série estarão disponíveis na plataforma da Disney.

Os Simpsons: nem tudo estará no Disney+

Os Simpsons: nem tudo estará no Disney+ (Simpsons/Reprodução)

Isso, segundo Oliveira, faz parte de uma estratégia que ainda não pode ser divulgada --- mas tudo indica para ainda outro serviço de streaming. "Nem todas as temporadas estarão disponíveis, somente alguns episódios e curtas. Essa foi uma decisão estratégica da companhia", diz. "Acreditamos que Os Simpsons tem uma semelhança muito maior com uma plataforma que será lançada futuramente."

Streaming para que te quero

Não é de estranhar que globalmente a audiência das plataformas de strea­­­ming de vídeos tenha crescido 20% de 9 e 23 de março, de acordo com a Conviva, consultoria americana especializada no mercado de vídeos. Para 2020, a estimativa é que a pandemia acelere o crescimento da base de novos assinantes de serviços de streaming no mundo.

A consultoria Strategy Analytics prevê um total de 949 milhões de assinantes até o fim do ano, 5% mais do que a estimativa calculada antes do novo coronavírus. Em 2019, eram 805 milhões. Com isso o faturamento do mercado, que alcançou 24 bilhões de dólares no ano passado, também tende a acelerar.

A previsão da consultoria de dados alemã Statista é de que 2020 representará um pico no crescimento do setor, de 15,9% — porcentagem que cairá nos próximos anos, atingindo 8,6% em 2025.

E agora... os preços

O pacote anual Disney+, na pré-venda, custa 237,90 reais (19,82 reais por mês). Mais barato que a assinatura com menos benefícios da Netflix, que custa 21,90 reais por mês (262,80 reais por ano). Não foi informado ainda se o valor deve aumentar ao longo do tempo, mas talvez sim, como é uma prática comum de outras plataformas de streaming.

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