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SoftBank pausa negociação U$ 50 bi por operadora de data centers nos EUA

Grupo japonês discutia acordo com a Switch, mas desistiu da compra integral; plano é central para ambição de Masayoshi Son no projeto Stargate de infraestrutura de IA

Masayoshi Son: fundador da Softbank (Tomohiro Ohsumi / Colaborador/Getty Images)

Masayoshi Son: fundador da Softbank (Tomohiro Ohsumi / Colaborador/Getty Images)

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 09h59.

Última atualização em 26 de janeiro de 2026 às 09h59.

O SoftBank interrompeu as negociações para adquirir a Switch, uma operadora americana de data centers, frustrando um dos principais movimentos do fundador Masayoshi Son para expandir sua aposta em infraestrutura de inteligência artificial.

Por meses, Son defendeu um acordo avaliado em cerca de US$ 50 bilhões, acreditando que o controle direto da rede de data centers energeticamente eficientes da Switch permitiria acelerar o projeto Stargate, iniciativa que prevê até US$ 500 bilhões em investimentos para ampliar a capacidade computacional de parceiros como a OpenAI, empresa de pesquisa em IA generativa, e a Oracle, gigante americana de software corporativo.

A desistência levou ao cancelamento de um anúncio previsto para janeiro e ocorre em meio a preocupações internas sobre o tamanho do negócio e a complexidade de operar campus de data centers espalhados dos Estados Unidos, de Las Vegas a Atlanta.

No início do mês, o SoftBank fechou um acordo de US$ 3 bilhões para comprar a DigitalBridge, gestora de investimentos listada em Nova York e uma das principais apoiadoras da Switch.

A aquisição da Switch estaria entre as maiores já feitas pelo SoftBank e daria impulso ao projeto Stargate, visto por Son como uma forma de reposicionar o conglomerado na corrida global por inteligência artificial. O empresário chegou a prometer investir US$ 100 bilhões “imediatamente” ao lado da OpenAI, da Oracle e da MGX, fundo de investimento de Abu Dhabi.

A Switch, por sua vez, prepara-se para uma abertura de capital (IPO, oferta pública inicial de ações) possivelmente ainda neste ano. Seus acionistas avaliam a empresa em cerca de US$ 60 bilhões, incluindo dívidas. Um eventual acordo com o SoftBank também enfrentaria escrutínio do CFIUS, sigla em inglês para o Comitê de Investimentos Estrangeiros nos EUA, órgão que avalia riscos à segurança nacional.

Pressão financeira e aposta redobrada em IA

Apesar de ter sido um investidor precoce em tecnologias de IA, o SoftBank ficou à margem do boom global de hardware, dominado por empresas como a Nvidia e a TSMC, maior fabricante mundial de chips sob contrato.

Nos últimos meses, o grupo acelerou sua estratégia: elevou para cerca de 11% sua participação na OpenAI, com um aporte de US$ 22,5 bilhões, comprou a Ampere Computing por US$ 6,5 bilhões e anunciou a aquisição da unidade de robótica da ABB por US$ 5,4 bilhões.

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