Softbank lança curso de inteligência artificial no Brasil

Ao preço de 5 mil dólares por aluno, o programa é liderado por um professor de Harvard e terá aulas em São Paulo

São Paulo - Um dos principais fundos de investimento do planeta, o Softbank está lançando um programa para treinar fundadores e funcionários de startups em técnicas de inteligência artificial e mecanismos de ciência de dados. Chamado de Data Science for All (DS4A), o curso começa no dia 6 de março e terá aulas todas as sextas e sábados ao longo de 11 semanas. As informações são do portal Brazil Journal.

As aulas, ministradas em inglês por um professor titular de Harvard e assistentes do MIT e Stanford, são voltadas para funcionários das empresas investidas pelo fundo de venture capital e também para pessoas com experiência em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Serão 300 vagas ao todo e o preço é de 5 mil dólares por aluno. Alguns funcionários de startups da carteira de investimentos do fundo de Masayoshi Son e candidatos que obtiverem boas colocações no processo de seleção poderão ter o curso subsidiado pelo Softbank. Há também a opção de pagar somente após conseguir um emprego na área.

Desenhado pela Correlation One, o programa será baseado em São Paulo e terá salas de aula remotas em Bogotá, Buenos Aires e na Cidade do México. As inscrições estão disponíveis neste link e vão até o dia 21 de fevereiro.

Investimento inteligente

Segundo estimativas da Correlation One, o Brasil pode aumentar o seu PIB em 430 bilhões de dólares até 2035 caso se aproxime mais do uso de técnicas de inteligência artificial. E o Softbank está ciente de que esses números podem significar o crescimento de suas investidas no País e na América Latina.

Em 2019, o banco japonês criou um fundo de investimentos específico para aportes em tecnologias de inteligência artificial. Com a ajuda de parceiros comerciais, o Softbank Vision Fund 2 nasceu com um portfólio de capacidade de investimento de 108 bilhões de dólares. Do montante, 38 bilhões de dólares são dos cofres japoneses. O restante vem de empresas como Apple, Microsoft, Foxconn, entre outras.

Já o Latin America Fund, anunciado em março de 2019, realizou aportes em 16 empresas e quatro fundos. A previsão é injetar 5 bilhões de dólares na região até 2024.

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