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Garmin lança pulseira fitness sem tela por US$ 200

Cirqa Smart Band monitora mais de 80 atividades e tenta competir com Whoop e Fitbit sem cobrar assinatura

 (Reprodução)

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André Lopes
André Lopes

Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 21 de julho de 2026 às 10h45.

A Garmin lançou a Cirqa Smart Band, pulseira fitness sem tela vendida por US$ 200, em uma tentativa de disputar o mercado popularizado pela Whoop entre atletas e consumidores interessados em monitoramento contínuo de saúde.

Segundo comunicado divulgado pela empresa, o dispositivo já está disponível e reúne recursos de acompanhamento de atividades físicas, sono, estresse e indicadores fisiológicos. A pulseira pode ser usada no pulso ou no braço.

Entre as métricas registradas estão variabilidade da frequência cardíaca, temperatura da pele, saturação de oxigênio no sangue e VO2 máximo, indicador que estima a capacidade do organismo de utilizar oxigênio durante exercícios intensos. O usuário também pode iniciar manualmente treinos de mais de 80 modalidades, enquanto o aparelho identifica automaticamente quando uma atividade física começa.

Os dados coletados alimentam o chamado Body Battery, sistema da Garmin que transforma informações de sono, estresse e esforço físico em uma pontuação sobre o nível estimado de energia do usuário. A proposta é semelhante à de outros aparelhos que tentam indicar o grau de recuperação do corpo.

A bateria tem autonomia anunciada de até dez dias. A empresa também oferece a pulseira de tecido em diferentes cores.

Mercado de pulseiras sem tela ganha novos concorrentes

A categoria foi impulsionada pela Whoop, empresa que lançou seu primeiro monitor há mais de uma década, inicialmente voltado a atletas profissionais e de alto rendimento. Com o tempo, a companhia ampliou sua atuação para o público geral.

Avaliada em US$ 10 bilhões, a Whoop prepara uma possível abertura de capital para os próximos anos, movimento que ajudou a atrair concorrentes para o segmento de dispositivos sem tela.

O Google, controlado pela Alphabet, também entrou nesse mercado com o Fitbit Air, pulseira de US$ 100 que recebeu avaliações em geral positivas. A estratégia das empresas, porém, difere principalmente na forma de cobrança.

A Whoop subsidia o aparelho e concentra sua receita em assinaturas obrigatórias. Garmin e Google experimentam um modelo baseado em equipamentos de preço relativamente acessível, sem necessariamente exigir pagamentos recorrentes.

A Cirqa Smart Band não exige assinatura, enquanto o Fitbit Air oferece um plano opcional para liberar funções mais avançadas. A diferença pode pesar na decisão de consumidores que querem acompanhar dados de saúde sem assumir uma mensalidade permanente.

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