Ciência

“Pisaremos em Marte entre 2035 e 2040”, diz Buzz Aldrin

No Brasil para participar Campus Party 2013, ex-astronauta da NASA e segundo homem a pisar na Lua crê que o futuro da exploração espacial está no planeta vermelho


	Buzz Aldrin: ex-astronauta da NASA falou aos participantes da sexta edição da Campus Party Brasil sobre Marte e a missão Apollo 11
 (Gabriela Ruic/ EXAME.com)

Buzz Aldrin: ex-astronauta da NASA falou aos participantes da sexta edição da Campus Party Brasil sobre Marte e a missão Apollo 11 (Gabriela Ruic/ EXAME.com)

Gabriela Ruic

Gabriela Ruic

Publicado em 29 de janeiro de 2013 às 15h04.

São Paulo - Depois de um emocionante vídeo que retratou a chegada da missão Apollo 11 à Lua, o ex-astronauta da NASA Buzz Aldrin, segundo homem pisar no satélite, subiu ao palco da sexta edição da Campus Party Brasil. Aldrin falou aos campuseiros sobre o futuro da exploração do espaço que, de acordo com ele, está no planeta vermelho. “Meu foco hoje é Marte”, pontuou firmemente durante sua palestra.

Quem pensa que o ex-astrounauta vive apenas de motivar líderes e governos por todo mundo a darem continuidade aos investimentos em programas de exploração, errou. Com a ajuda de pesquisadores e ex-colegas da NASA, Aldrin desenvolveu uma proposta que tem como objetivo auxiliar futuras missões tripuladas a chegarem até Marte.

O método leva em conta a redução na quantidade de combustível necessária para o feito. A ideia, explicou ele brevemente, é aproveitar a força gravitacional da Terra em conjunto com a de Marte, de modo que ambas, alternadamente, impulsionem os ônibus espaciais tripulados ao longo da trajetória. “Funciona perfeitamente”, garantiu.

Ainda de acordo com ele, o fato de existirem dois veículos espaciais na superfície do planeta, Oportunity e Curiosity, mostra que a chegada do homem a Marte está muito próxima de se tornar realidade. De acordo com suas estimativas, isso irá acontecer em algum momento entre 2035 e 2040. “Não estarei aqui para ver isso”, lamentou, “mas meu filho, meus netos e todos vocês estarão envolvidos”.

“Muitos me perguntam por que devemos voltar ao espaço”, ponderou. “E a minha resposta é que foi por conta destas aventuras que conseguimos melhorar a vida na Terra. Graças às inovações científicas que surgiram com as pesquisas espaciais é que foi possível o desenvolvimento de tecnologias que nos trouxeram mais conveniência, como o GPS, por exemplo”, pontuou.

Apollo 11

Mas além de falar do futuro, Aldrin também relembrou detalhes sobre aquela que considera ter sido a sua maior aventura: a chegada à Lua. “Tenho muito orgulho de ter servido ao meu país e pelo trabalho que realizei durante a missão”, disse.

Bem humorado, Aldrin ainda disse que uma das perguntas mais frequentes que ouve sobre a missão Apollo 11 é: “Porque Neil Armstrong foi o primeiro a pisar na Lua?”. “Isso aconteceu por dois motivos”, explicou, “primeiro porque ele era o nosso comandante, e líderes vão sempre à frente, e, segundo, porque ele estava mais próximo da porta”, brincou.

Uma esperança? “Que as próximas gerações sintam o que nós sentimos ao fazer parte da missão Apollo. Uma história de pessoas em sua melhor forma: trabalhando juntas em prol de um objetivo comum”, finalizou.

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