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Pentágono: Wikileaks pode fazer ainda mais estragos

De acordo com o órgão norte-americano, documentos confidenciais sobre a Guerra no Afeganistão colocam a vida de membros do Exército em risco

Washington - O Pentágono advertiu nesta sexta-feira que uma nova difusão no Wikileaks de arquivos secretos sobre a guerra no Afeganistão seria ainda mais prejudicial do que a recente publicação de milhares de documentos confidenciais no Exército americano nesse site.

"Tememos que os documentos adicionais que asseguram ter possam representar riscos ainda maiores (...) potencialmente mais prejudiciais para a segurança nacional", declarou o coronel David Lapan.

"Esperamos que o Wikileaks não publique esses documentos e não ponha mais vidas em perigo", acrescentou.

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, disse na quinta-feira que seu site especializado em vazar informações da inteligência mantém seu plano de publicar em torno de 15.000 documentos secretos americanos que tem em seu poder sobre a guerra no Afeganistão.

Em uma mensagem de vídeo dirigida a uma audiência em Londres, Assange disse que estava preparando a divulgação dos documentos, apesar de, na semana passada, o Pentágono ter pedido ao Wikileaks que devolvesse milhares de arquivos já publicados e que não publicasse outros.

Ao ser questionado se o site publicará os arquivos, Assange respondeu: "claro que sim", apesar de não anunciar nenhuma data.

O Wikileaks vazou no fim de julho a três jornais ocidentais - The New York Times, Der Spiegel e The Guardian - em torno de 92.000 documentos confidenciais sobre operações militares dos Estados Unidos no Afeganistão.

Muitos desses arquivos desenham um panorama sombrio da campanha no Afeganistão. Segundo alguns deles, os serviços secretos do Paquistão, oficialmente aliado de Washington em sua "guerra contra o terrorismo", reuniram-se diretamente com talibãs, e algumas mortes de civis em operações das forças ocidentais foram encobertas.

Julian Assange, 39 anos, ex-hacker e programador de computadores, afirma que as publicações ajudarão nos debates sobre a guerra no Afeganistão e sobre possíveis atrocidades das forças lideradas pelos Estados Unidos.

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