Além deles, outros influenciadores estão seguindo o mesmo caminho, com destaque para linhas de produtos ligados à cozinha, alimentos, cosméticos, brinquedos e roupas (CFOTO/Future Publishing/Getty Images)
Redator
Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 16h40.
Desde sua criação, há mais de 20 anos, o YouTube se firmou como uma das principais plataformas de mídia do mundo, movimentando bilhões em publicidade e reunindo uma base global de usuários. Assim, ele também virou um espaço onde criadores de conteúdo podem transformar audiência em renda.
Esse modelo, no entanto, vem mudando à medida que a receita com anúncios e parcerias se mostra instável e sujeita às políticas da plataforma. A volatilidade tem levado muitos criadores a diversificarem suas fontes de renda e construírem negócios próprios, menos vulneráveis aos algoritmos.
Jimmy Donaldson, mais conhecido como MrBeast, dono de um canal com 442 milhões de inscritos, é o caso mais emblemático. Seu portfólio inclui a marca de snacks Feastables, que faturou US$ 250 milhões e lucrou mais de US$ 20 milhões em 2024, superando a rentabilidade de seus vídeos e da série Beast Games, exibida na Amazon Prime Video.
O YouTuber também lançou o app Viewstats, as marcas MrBeast Lab (brinquedos) e Lunchly (alimentos), além de estudar a criação de uma operadora móvel virtual, segundo o TechCrunch. Recentemente, ele registrou a marca de um aplicativo para oferecer serviços bancários, consultoria financeira e produtos cripto.
Emma Chamberlain, atualmente com 12 milhões de inscritos, começou sua carreira como vlogger em 2016. Três anos depois, ela lançou a marca de bebidas Chamberlain Coffee, que faturou US$ 20 milhões em 2023. Para 2025, a empresa projeta crescimento de mais de 50%, chegando a US$ 33 milhões em receita, com a meta de atingir a lucratividade até 2026.
Já Logan Paul, criador com 23,6 milhões de inscritos e hoje também lutador, é cofundador da Prime, marca de bebidas que faturou US$ 1,2 bilhão em 2023, mas enfrenta queda de vendas, críticas pelo alto teor de cafeína e processos judiciais. No Reino Unido, a receita caiu 70% em 2024.
Além deles, outros influenciadores citados pelo TechCrunch estão seguindo o mesmo caminho, com destaque para linhas de produtos ligados à cozinha, alimentos, cosméticos, brinquedos e roupas.
Em um cenário também impactado pela inteligência artificial generativa e pela crescente automação da produção de vídeos, a independência em relação aos algoritmos se tornou uma estratégia central para esses YouTubers, que buscam transformar a audiência construída na plataforma do Google em negócios rentáveis a longo prazo.