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Remy Sharp
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Orlando encerra programa de reconhecimento facial com Amazon

Grupos de direitos humanos da cidade norte-americana levantaram preocupações de que o serviço possa ser usado de maneiras que violam as liberdades civis

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Serviço de reconhecimento da Amazon identificou quatro rostos com mais de 80 por cento de similaridade com uma imagem de um ladrão não identificado (Carlos Jasso/ Illustration/Reuters)

Serviço de reconhecimento da Amazon identificou quatro rostos com mais de 80 por cento de similaridade com uma imagem de um ladrão não identificado (Carlos Jasso/ Illustration/Reuters)

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Reuters

Publicado em 26 de junho de 2018 às, 15h44.

Última atualização em 18 de julho de 2018 às, 15h19.

A cidade norte-americana de Orlando parou de testar o programa de reconhecimento facial da Amazon depois que grupos de direitos humanos levantaram preocupações de que o serviço possa ser usado de maneiras que violam as liberdades civis.

O governo da cidade encerrou um programa piloto na semana passada depois que seu contrato com a Amazon.com expirou, informou a imprensa na segunda-feira.

"A parceria com empresas inovadoras para testar novas tecnologias - ao mesmo tempo em que garantimos a conformidade com as leis de privacidade e de forma alguma violar os direitos dos outros - é fundamental para nós, enquanto trabalhamos para manter nossa comunidade segura", afirmaram a prefeitura e o Departamento de Polícia de Orlando na segunda-feira.

A Amazon não pôde ser contatada imediatamente para comentar.

Orlando foi uma das várias regiões dos Estados Unidos para as quais a Amazon lançou seu serviço desde que foi divulgado no final de 2016, como forma de detectar conteúdo ofensivo e garantir a segurança pública.

No mês passado, mais de 40 grupos de direitos civis enviaram carta ao presidente-executivo da Amazon, Jeff Bezos, dizendo que a tecnologia da unidade de computação em nuvem da empresa poderia ser usada para cometer abusos.

Durante o programa piloto, Orlando não usou a tecnologia em nenhuma investigação, disse o sargento da polícia Eduardo Bernal ao jornal USA Today.

A tecnologia está em exibição no Estado de Oregon, onde as autoridades policiais carregaram 300 mil fotos datadas de 2001 na nuvem da Amazon e as indexaram no Rekognition, de acordo com uma publicação no blog da varejista.

O serviço de reconhecimento Rekognition identificou quatro rostos com mais de 80 por cento de similaridade com uma imagem de um ladrão não identificado. Posteriormente, uma pesquisa no Facebook ajudou no caso, segundo a publicação.

A Amazon disse que exige que os clientes cumpram a lei e sejam responsáveis ​​ao usar o Rekognition.

A maior varejista online do mundo não está sozinha: o Google e a Microsoft também oferecem serviços de identificação. Reconhecimento facial também se tornou uma característica comum em produtos de consumo da Apple e do Facebook.

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