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OMS apresenta novas diretrizes para tratamento de 3 DSTs

Estima-se que anualmente, 131 milhões de pessoas se infectem com clamidia, 78 milhões com gonorreia, e 5,6 milhões com a sífilis


	Laboratório: quando não são tratadas, essas doenças podem gerar complicações graves
 (Reuters)

Laboratório: quando não são tratadas, essas doenças podem gerar complicações graves (Reuters)

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Da Redação

Publicado em 30 de agosto de 2016 às 14h26.

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Genebra - A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou nesta terça-feira novas diretrizes para tratar clamidia, gonorreia e sífilis, perante o aumento dos casos de resistência dessas doenças aos antibióticos.

Estima-se que anualmente, 131 milhões de pessoas se infectem com clamidia, 78 milhões com gonorreia, e 5,6 milhões com a sífilis. As três são causadas por uma bactéria e, normalmente, deveriam ser tratadas com antibióticos.

No entanto, o mau uso e o abuso de antibióticos, fez o corpo criar resistência a estes medicamentos e agora estas doenças não podem mais ser curadas corretamente apenas com isso.

Nos últimos anos, pesquisadores detectaram resistência aos fármacos em casos envolvendo as três doenças, mas especialmente a gonorreia.

Quando não são tratadas, essas doenças podem gerar complicações graves para as mulheres, como gravidez ectópica (nas trompas de falópio), abortos e bebês natimortos.

Segundo estimativas da ONU, a transmissão da sífilis de mãe para filho provocou em 2012 143 mil abortos ou nascimentos de crianças mortas, 44 mil nascimentos de prematuros; e 62 mil mortes prematuras de bebês.

A gonorreia e a clamidia podem causar infertilidade tanto em homens quanto em mulheres se não for curada. As três infecções aumentam de duas a três vezes o risco de contrair o HIV e pode ter inclusive consequências mais graves como a infecção chegar ao cérebro ou ao coração e causar a morte.

"O mais importante é tentar parar o crescimento das resistências e isso é feito prescrevendo o tratamento correto e usando como o prescrito, por isso a responsabilidade é dupla, do médico e do paciente", disse em entrevista coletiva a médica Teodora Elvira Wi, especialista da OMS no tema.

Perante esta situação, a organismo recomenda que, no caso da gonorreia, os países façam um estudo nacional para saber qual é a taxa de resistência de cada antibiótico e prescrevam o que menor tenha.

A respeito da sífilis, a OMS sugere apenas uma dose de penicilina benzatina, um antibiótico injetável. A clamidia, a menos resistente aos antibióticos por enquanto, a orientação é de que continue sendo usado a azitromicina.

Em meio a todo o debate, a OMS destacou que o método mais seguro e efetivo para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis ainda é o uso do preservativo de forma regular. 

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