Berlim - O Observatório Austral Europeu (ESO) captou uma das imagens mais detalhadas até o momento da Messier 33, a segunda grande galáxia mais próxima à Via Láctea.
A fotografia, informa o ESO em comunicado, foi captada desde as instalações do Observatório no Paranal (Chile), e nela é possível apreciar, com especial clareza, os brilhantes cúmulos de estrelas e as nebulosas vermelhas de gás e pó que conformam este espiral situado a cerca de três milhões de anos luz, na pequena constelação do Triângulo.
Usando um telescópio de pesquisa de 2,6 metros -com um campo de visão duas vezes tão grande como a lua cheia, a imagem foi criada a partir de muitas exposições individuais, algumas das quais só filtravam a luz do hidrogênio, o que faz com que "as vermelhas nebulosas de gás que se encontram nos braços espirais da galáxia se destaquem intensamente", explica a nota.
Entre as muitas regiões de formação de estrelas que há nos braços espirais da Messier 33, destaca-se a nebulosa NGC 604, uma das nebulosas de emissão maiores conhecidas, com um diâmetro de cerca de 1.500 anos luz.
Messier 33, que deve seu nome ao observador francês Charles Messier - que em 1764 a situou como a número 33 "em sua famosa lista de nebulosas e cúmulos de estrelas proeminentes" -, faz parte do Grupo Local de galáxias, que inclui a Via Láctea, a galáxia de Andrômeda, e outras cerca de 50 galáxias de menores dimensões.
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1. A nebulosa do tronco do elefante
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1/6 (X-ray: NASA/CXC/PSU/Getman et al, Optical: DSS, Infrared: NASA/JPL-Caltech)
A colisão da radiação emitida por estrelas jovens e massivas com nuvens de gás pode desencadear a formação de uma geração de novas estrelas. É isso que pode estar acontecendo na nebulosa do tronco do elefante, vista na imagem ao lado
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2. Remanescente de supernova
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2/6 (X-ray: NASA/CXC/Morehead State Univ/T.Pannuti et al, Optical: DSS)
Essa remanescente de supernova foi produzida pela explosão de uma estrela massiva na Via Láctea. As observações do Chandra revelaram a presença de partículas de alta energia produzidas enquanto a onda de choque da explosão se espalhava pelo espaço interestelar
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3. Jatos gerados a partir de buracos negros
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3/6 (X-ray: NASA/CXC/Tokyo Institute of Technology/J.Kataoka et al, Radio: NRAO/VLA)
Jatos gerados a partir de buracos negros supermassivos no centro das galáxias podem transportar grandes quantidades de energia. Um exemplo desse tipo de jato pode ser visto na imagem acima. A galáxia está ao centro e grandes nuvens de radiação podem ser vistas em roxo
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4. A nebulosa NGC 3576
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4/6 (X-ray: NASA/CXC/Penn State/L.Townsley et al, Optical: ESO/2.2m telescope)
NGC 3576 está localizada a cerca de 9.000 anos-luz da Terra, em uma região de gases brilhantes na Via Láctea. Nebulosas como essa costumam representar uma parte da evolução de estrelas massivas
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5. Remanescente de supernova
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5/6 (X-ray: NASA/CXC/Univ of Manitoba/S.Safi-Harb et al, Optical: DSS, Infrared: NASA/JPL-Caltech)
Este remanescente de supernova tem uma forma incomum. Pesquisadores acreditam que sua aparência cúbica foi produzida a partir do encontro de restos aquecidos da estrela que explodiu com o gás frio ao seu redor
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6. Veja também 15 imagens da Terra capturadas pela NASA
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6/6 (NASA)