Tecnologia

Nova empreitada da Loud levanta 50 milhões para fomentar criptojogos

Com a subsidiária Snackclub, a ideia é trazer investimentos para plataformas blockchain, desenvolver novos jogos e fortalecer a comunidade de entusiastas

Os fundadores da Loud: Bruno 'Playhard' e Jean Ortega (ao fundo) (Snackclub/Reprodução)

Os fundadores da Loud: Bruno 'Playhard' e Jean Ortega (ao fundo) (Snackclub/Reprodução)

Com a Snackclub, empresa irmã da Loud, conhecida do público gamer e que agencia atletas de e-sports e influenciadores digitais, o cofundador Jean Ortega quer agora avançar sobre o mercado de criptoativos, mais especificamente, de criptojogos.

Para tal, a empresa anunciou nesta terça-feira, 26, que levantou R$ 50 milhões em rodada de financiamento inicial para lançar uma organização autônoma descentralizada (DAO), comprometida com fomentar o setor no Brasil e outros países emergentes.

Quer ficar por dentro das maiores novidades da tecnologia? Assine a EXAME por menos de R$ 0,37/dia.

Para convencer nomes fortes do setor cripto como Animoca, Ascensive Assets, Formless Capital, Jump Crypto, Mechanism e OP Crypto, a empresa levantou uma questão bastante comum para entusiastas dos jogos que rodam em blockchain.

Atualmente, a depender do título e da plataforma de blockchain, os jogadores que se lancem em conquistar ativos em jogos, seja pela via de criptomoedas ou NFTs, não têm posse sobre os equipamentos ou ativos que seus personagens adquirirem através das horas investidas em diversos jogos.

Assim, com a Snackclub, a ideia é permitir que usuários passem a ter direito na vida real sobre seus itens conquistados in game a partir de carteiras blockchain que concedem, imediatamente, valor às conquistas, fornecendo liquidez necessária para impulsionar a nova economia que nasce por meio de um game.

A partir da experiência da Loud como o maior grupo de esports e conteúdo do Brasil, a Snackclub acredita que os jogos blockchain podem ser o futuro do trabalho para jovens jogadores de países em desenvolvimento e de baixa renda.

“A Loud sempre foi uma organização que prioriza a comunidade”, disse Jean Ortega, cofundador da Loud e sócio-gerente do Snackclub. “Temos um longo caminho a percorrer, mas sabemos que mudaremos os motivos pelos quais as pessoas decidem entrar para o universo dos games”.

Como DAO, o Snackclub em breve operará sob uma estrutura onde a comunidade estará na liderança e os fãs participarão — de igual para igual — na operação da empresa, votando nas principais decisões. Não há taxa de adesão e qualquer pessoa maior de 18 anos com acesso à internet pode participar.

A Snackclub irá fomentar, educar e construir sua comunidade de jogadores, mobilizando, não somente seu público atual, como o público de mais de 300 milhões de fãs da Loud presente nas diferentes plataformas de mídias sociais.

A organização se irá se concentrar no conteúdo, refletindo o lifestyle da própria Loud, ao mesmo tempo que apresenta novos jogos, novas “moedas” e desenvolvedores para a comunidade.

Com o tempo, os usuários informarão as decisões estratégicas, incluindo quais conceitos de jogos devem ser aprimorados e a mecânica por trás da economia de cada jogo.

Assim que esses títulos forem lançados, a Snackclub mobilizará um público engajado que povoa o jogo para começar a mineração de ativos de alta liquidez, ou seja: incluir os ativos em circulação.

Por enquanto, o foco imediato da empresa é abastecer sua equipe, que hoje possui 30 pessoas, estabelecer sua governança, consolidar sua tese de investimento e conduzir com devida atenção às oportunidades prioritárias de investimento que aparecem no mercado.

Acompanhe tudo sobre:BlockchainCriptoativosCriptomoedasJogos

Mais de Tecnologia

Motorola Moto G24 vale a pena? Veja preço, detalhes e ficha técnica

Samsung Galaxy A54 é bom? Veja preço, detalhes e ficha técnica

Samsung Galaxy M35 vale a pena? Veja preço, detalhes e ficha técnica

Samsung Galaxy S23 FE vale a pena? Veja preço, detalhes e ficha técnica

Mais na Exame