Congress Brazil Mobile (CBM): em sua quarta edição, evento se consolida como o principal palco do mercado de telefonia móvel no país (ELETROLAR/Divulgação)
EXAME Solutions
Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 11h44.
Última atualização em 6 de janeiro de 2026 às 11h44.
Em um país onde o smartphone se tornou a principal porta de entrada para consumo, serviços financeiros, trabalho e entretenimento, o mercado de telefonia móvel deixou de ser apenas um segmento da indústria eletroeletrônica para se transformar em um ecossistema próprio. Com mais de 270 milhões de aparelhos em uso e uma cadeia que conecta fabricantes globais, distribuidores nacionais, pequenos varejistas, fintechs e plataformas digitais, o setor brasileiro de mobile passou a exigir um espaço de articulação à sua altura. É nesse cenário que o Congress Brazil Mobile (CBM) chega à sua 4ª edição, em 2026, consolidando-se como o principal palco do mercado de telefonia móvel no país.
Marcado para os dias 20 a 22 de março de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo, o CBM reflete a maturidade de um setor que cresce em volume, complexidade e velocidade. Diferente de feiras tradicionais, o evento se posiciona como um hub estratégico de negócios, conteúdo e networking, reunindo toda a cadeia mobile em um único ambiente.
O grande volume de smartphones no país sustenta não apenas a indústria de dispositivos em si, mas um mercado paralelo de acessórios, serviços, meios de pagamento e soluções digitais que movimenta bilhões de reais anualmente.
Nesse ecossistema fragmentado, o CBM assume a função de eixo central. O evento conecta quem fabrica, quem distribui, quem vende e quem desenvolve soluções para o varejo mobile, criando um ambiente onde estratégias deixam o papel e se transformam em negócios concretos.
Clur destaca que a proposta do CBM vai além da exposição de produtos. A edição de 2026 contará com arenas de conteúdo segmentadas, trilhas temáticas e painéis voltados a varejo, marketing, logística, tecnologia, dados, ESG e meios de pagamento, refletindo os desafios práticos enfrentados pelo setor.
O comportamento do consumidor ajuda a dimensionar a importância desse debate. Hoje, cerca de 70% dos acessos ao varejo online vêm de dispositivos móveis, enquanto quase 80% dos consumidores já realizaram compras pelo celular nos últimos meses. O smartphone também se tornou ferramenta central de pesquisa, comparação de preços e tomada de decisão.
A área de exposição reunirá fabricantes nacionais e internacionais, distribuidores, startups mobile-first, fintechs, empresas de segurança digital, logística e IoT voltadas ao varejo. Segundo Clur, a ideia é cobrir toda a cadeia, do dispositivo ao pós-venda, passando por soluções que ampliam eficiência e margens.
Um dos segmentos que ganha destaque é o mercado de acessórios. Com 1,3 smartphone por habitante no Brasil, cada aparelho representa múltiplas oportunidades de venda adicional. No cenário global, o mercado de acessórios foi avaliado em mais de US$ 112 bilhões em 2024, com crescimento consistente projetado até o fim da década.
Quem já frequentou o CBM sabe que o networking se consolidou como um dos principais ativos do evento. Ao longo dos dias, a programação aproxima pequenos lojistas de grandes distribuidores, marcas internacionais de varejistas regionais e fintechs de empreendedores que precisam integrar pagamentos e canais digitais.
Em um setor marcado por margens apertadas e alta concorrência, a possibilidade de negociar presencialmente, alinhar expectativas e construir relações comerciais duradouras segue sendo um diferencial competitivo relevante.
O congresso de conteúdo também funciona como ponte entre operação e estratégia. A edição de 2026 contará com nomes de peso do ecossistema de negócios e inovação, como Thiago Nigro, Tallis Gomes, Alfredo Soares, Bruno Romano, Monique Evelle e Eduardo Felberg (Primo Pobre).
CBM - Congress Brazil Mobile