Ciência

LSD torna o cérebro semelhante ao de um bebê, diz pesquisa

As chamadas "drogas psicodélicas" estão passando por uma nova etapa de estudos ao redor do mundo


	Bebê sorrindo: "de várias maneiras, o cérebro sob o efeito de LSD é semelhante ao nosso estado cerebral enquanto crianças: livre e não reprimido", diz pesquisa
 (Thinckstock/Thinkstock)

Bebê sorrindo: "de várias maneiras, o cérebro sob o efeito de LSD é semelhante ao nosso estado cerebral enquanto crianças: livre e não reprimido", diz pesquisa (Thinckstock/Thinkstock)

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Da Redação

Publicado em 13 de abril de 2016 às 22h14.

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As chamadas "drogas psicodélicas" estão passando por uma nova etapa de estudos ao redor do mundo. Há, por exemplo, quem aponte para a eficiência do LSD (Dietilamida do Ácido Lisérgico) para o tratamento de alguns quadros de depressão.

Mas há também quem diga que a eficiência da droga é bastante grande também para aliviar dores extremas, de enxaquecas crônicas ao parto normal.

Mas como o LSD age no nosso cérebro?

Segundos pesquisadores da Imperial College London, o LSD torna o cérebro em "menos compartimentado" e "mais livre". O resultado surgiu a investigação da atividade cerebral de 20 voluntários.

Segundo o pesquisador Dr Robin Carhart-Harris, o cérebro em estado inalterado tem ligações independentes e funciona sob funções separadas, como visão, movimento e audição. Acontece que sob o efeito do LSD, o cérebro une essas tais ligações independentes ou faz com que elas funcionem de forma mais fluída.

"Nós vimos que muitas áreas do cérebro além das já utilizadas pela visão auxiliavam o processo quando os pacientes estavam sob o efeito do LSD - mesmo quando os olhos deles estavam fechados", disse Carhart-Harris, em entrevista à Reuters.

"De várias maneiras, o cérebro sob o efeito de LSD é semelhante ao nosso estado cerebral enquanto crianças: livre e não reprimido".

E não é só:

"Pela primeira vez, nós podemos ver o que realmente acontece ao cérebro neste estado psicodélico, para podermos perceber melhor porque é que o LSD teve um impacto tão profundo", afirma o professor de neurofarmacologia David Nutt.

"Isto poderá ter grandes implicações na psiquiatria", conclui.

A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira na jornal Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

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