São Paulo - Um médico oftalmologista de British Columbia, no Canadá, acredita ter criado lentes corretivas para os olhos que poderão promover uma grande revolução na área de saúde ao redor do mundo.
O doutor Garth Webb criou um dispositivo que pode ser três vezes melhor que a visão 20/20 (considerada uma visão normal).
Assim, ele promete não só corrigir a visão de pessoas com problemas como miopia e hipermetropia como também tornar a visão dos seres humanos "biônica".
Com a invenção, por toda a vida não seria mais necesssário usar óculos ou lentes de contato.
Criada em sua empresa, a Ocumetics Technology Corp, o chamado "Ocumetics Bionic Lens" é uma lente que mais parece um pequeno botão.
Ela é implantada com um cirurgia nos olhos, que o médico garante ser indolor e rápida, parecida com uma cirurgia de catarata, via laser. Não seria necessária anestesia ou internação de mais de um dia.
Essa lente artificial substitui a lente natural do olho. Assim, essa cirurgia também iria prevenir a pessoa de desenvolver catarata.
A única ressalva é que somente pessoas acima de 25 anos poderiam fazer a cirurgia, já que antes dessa idade o olho ainda está em desenvolvimento.
Segundo a Canadian Press, foram oito anos de pesquisa e três milhões de dólares até se chegar ao resultado esperado.
Webb diz que, se você mal consegue enxergar um pequeno relógio a três metros, com essas novas lentes você o enxergará perfeitamente a nove ou dez metros.
A invenção foi apresentada por Webb a outros 14 oftalmologistas em abril, durante uma conferência anual de catarata. Todos teriam ficado impressionados.
Segundo o médico, a lente será testada primeiro em animais, depois em seres humanos cegos. Depois, buscará a aprovação canadense para a comercialização. As vendas poderiam começar em 2017.
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1. Sem cura
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1/15 (Sebastien Bozon/AFP)
São Paulo - A
doença de Alzheimer é um problema degenerativo no cérebro que afeta a maneira como a pessoa pensa e realiza suas atividades diárias. Sem cura, ela é alvo do interesse de diversos
pesquisadores - como a neuropsicóloga Elizabeth Piovezan. Em entrevista a EXAME.com, a fundadora do Instituto Alzheimer Brasil falou sobre a
doença.
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2. Idade
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2/15 (Stock.XCHNG)
A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. "Quanto mais idade, mais chances de desenvolver a doença", explica Elizabeth. Porém, ela destaca que muitas pessoas envelhecem de forma saudável e se mantêm ativas até idades bem avançadas. "Não dá para relacionar a velhice com a demência", ela diz.
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3. Mulheres
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3/15 (Sebastien Bozon/AFP)
"Estudos demonstram que a mulher desenvolve mais a doença de Alzheimer do que o homem", afirma Elizabeth. Para ela, o fato das mulheres viverem por mais tempo que os homens pode explicar esse fenômeno.
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4. AVC
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4/15 (HumanBrainProject/Divulgação)
De acordo com Elizabeth, doenças vasculares aumentam o risco de uma pessoa desenvolver a doença de Alzheimer. "Pessoas que tiveram AVC (Acidente Vascular Cerebral), por exemplo, tem risco aumentado de desenvolver Doença de Alzheimer se comparadas àquelas que não tiveram", ela afirma.
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5. Risco
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5/15 (Getty Images)
Beber, fumar e ter outros hábitos do tipo ao longo da vida podem acelerar a chegada da doença de Alzheimer. Isso acontece porque eles normalmente causam problemas como diabetes, obesidade e pressão alta. De acordo com Elizabeth, todos esses problemas causam doenças vasculares, que são fatores de risco importantes para a doença de Alzheimer.
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6. Alterações
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6/15 (Getty Images)
Segundo Elizabeth, a doença de Alzheimer causa alterações em proteínas no cérebro e gera a morte de neurônios. "Estudos demonstram que a doença de Alzheimer afeta primeiramente a região do hipocampo, uma estrutura no lobo temporal relacionada ao aprendizado e à memória", explica a neuropsicóloga.
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7. Memória
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7/15 (Felipe Wiecheteck / Stock Xchng)
É comum que pacientes com doença de Alzheimer tenham dificuldades para lembrar de acontecimentos recentes ou palavras. Eles também costumam perder objetos ou guardá-los em lugares não adequados. "A pessoa erra datas com frequência, fica confusa", explica Elizabeth.
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8. Comportamento
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8/15 (Koen van Weel/AFP)
Mudanças de comportamento e personalidade são comuns em pacientes com doença de Alzheimer. Muitas vezes, a pessoa se isola e passa a desconfiar de quem está à sua volta. Outro efeito da doença é a instabilidade emocional. "O paciente vai do riso ao choro de um instante para o outro, sem motivo aparente", afirma Elizabeth.
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9. Doenças
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9/15 (Roberto Stelzer/VEJA)
"Algumas doenças ou condições podem fazer com que a função cognitiva diminua e parecem com a doença de Alzheimer", afirma Elizabeth. Entre essas doenças ou condições, estão a apneia do sono, a depressão e o consumo exagerado de medicamentos - entre outros.
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10. Músculos
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10/15 (Bryn Lennon/Getty Images)
"Com a evolução da doença, os músculos do portador vão ficando mais rígidos, incapacitando os movimentos", explica Elizabeth. Como consequência disso, o doente passa a ter dificuldades de engolir e sofrer com incontinência fecal e urinária.
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11. Evolução
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11/15 (Marcos Santos/USP Imagens/Fotos Publicas)
"É difícil determinar com exatidão em que fase o portador se encontra, até porque ele pode apresentar muitas dificuldades hoje e amanhã estar bem melhor", afirma Elizabeth sobre a evolução da doença de Alzheimer. Segundo ela, outro problema é o fato de que nem sempre quem tem a lesão cerebral mais grave apresenta os sintomas mais aparentes.
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12. Tarefas
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12/15 (Marcos Santos/USP Imagens)
É comum que pacientes com a doença de Alzheimer abandonem atividades que gostavam de fazer antes. "Geralmente, eles ficam dando desculpas para isso", explica Elizabeth. Outro problema que surge com a doença é a dificuldade em realizar tarefas que eram feitas com facilidade antes - como cozinhar e dirigir.
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13. Sono
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13/15 (Thinkstock)
O sono é uma das funções do nosso corpo afetadas pela doença de Alzheimer. "Algumas pessoas podem ficar agitadas à noite, trocar a noite pelo dia", afirma Elizabeth. Segundo ela, é bom manter o doente ocupado durante o dia. Isso fará com que ele gaste energia e durma durante à noite.
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14. Preservação
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14/15 (Sara Haj Hassan/Stock.xchng)
"Até o momento, não há nada que possa evitar o surgimento da doença, mas algumas pessoas ficam preservadas por mais tempo", explica Elizabeth. Segundo ela, fatores como um nível educacional elevado e uma atividade profissional estimulante ao longo da vida podem ajudar a atrasar o aparecimento da doença. Porém, eles não impedem que ela apareça.
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15. Veja também
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15/15 (Sxc.hu)