Cigarro eletrônico de maconha (Reprodução/ Facebook/E-Njoint)
Da Redação
Publicado em 24 de junho de 2014 às 11h51.
A empresa holandesa E-Njoint BV criou um cigarro eletrônico de maconha. Livre de THC (princípio ativo da cannabis sativa), tabaco ou nicotina, o produto é considerado 100% legal e mira o mercado medicinal da erva.
Segundo a empresa, o E-Njoint é formulado apenas com base em componentes naturais e vapor de água. No entanto, o usuário pode preencher o aparelho com cannabis líquida ou com ervas secas.
Há três versões do produto: descartável, recarregável ou vaporizador. São oferecidas cargas com seis sabores diferentes de frutas, incluindo melancia, maracujá, maçã verde e cereja. Apenas o vaporizador não garante essas opções. Uma luz verde na ponta do cigarro com o símbolo da folha de cannabis acende quando o usuário traga.
Segundo informações do Daily Mail, a empresa fica em Delft, na Holanda. Mas os cigarros são fabricados em Shenzhen, na China. São 10 mil cigarros eletrônicos produzidos por dia e distribuídos na Europa.
Mas atualmente há só modelo descartável disponível no site por 8,95 euros. Também existe uma versão especial para a Copa do Mundo pelo mesmo valor. Mas, segundo a empresa, os outros modelos ainda não estão disponíveis.
O produto holandês parece o cigarro eletrônico vendido nos Estados Unidos pela O-pen Vape por 39.99 dólares (em promoção). A versão americana usa como refil o óleo da folha e de partes da cannabis descartadas no processo de preparação da maconha. Um pacote com cinco frascos de óleo custa 6.99 dólares (em promoção). A empresa vende até carregadores USB para o cigarro.
Diferencial - O dispositivo gera vapor de substâncias psicoativas e pode ser usada para fins medicinais. O vaporizador aquece o material de tal forma que libera um vapor aromático. Nesse processo, a substância não é queimada.
Portanto, cigarros eletrônicos em geral não liberam fumaça, apenas vapor. Também não liberam substâncias tóxicas como alcatrão, benzeno, tolueno, naftaleno, entre outras. Por isso, o dispositivo tem sido muito usado como uma forma relativamente eficaz de parar de fumar.
Por enquanto, não há informações sobre os efeitos nocivos do cigarro eletrônico, particularmente em longo prazo. Mas autoridades sanitárias afirmam que ainda é prematuro avaliar os impactos a médio e longo prazo de um fenômeno recente como o cigarro eletrônico.