Exame logo 55 anos
Remy Sharp
Acompanhe:

Google, Meta e Apple pressionam para limitar vigilância de dados

No momento em que o Congresso dos EUA discutem a renovação de uma lei de vigilância, as empresas de tecnologia tentam frear a espionagem injustificada de cidadãos que usam seus serviços

Modo escuro

An illustration picture taken in London on December 18, 2020 shows the logos of Google, Apple, Facebook, Amazon and Microsoft displayed on a mobile phone and a laptop screen. - The European Union on December 15 unveiled tough draft rules targeting tech giants like Google, Amazon and Facebook, whose power Brussels sees as a threat to competition and even democracy. (Photo by JUSTIN TALLIS / AFP) (Photo by JUSTIN TALLIS/AFP via Getty Images) (JUSTIN TALLIS/AFP/Getty Images)

An illustration picture taken in London on December 18, 2020 shows the logos of Google, Apple, Facebook, Amazon and Microsoft displayed on a mobile phone and a laptop screen. - The European Union on December 15 unveiled tough draft rules targeting tech giants like Google, Amazon and Facebook, whose power Brussels sees as a threat to competition and even democracy. (Photo by JUSTIN TALLIS / AFP) (Photo by JUSTIN TALLIS/AFP via Getty Images) (JUSTIN TALLIS/AFP/Getty Images)

As principais empresas de tecnologia dos EUA fazem pressão para limitar como as agências de inteligência do país coletam e visualizam textos, e-mails e outras informações de seus usuários, especialmente as que envolvem cidadãos americanos.

Alphabet, Meta, Apple e outras empresas do setor querem que o Congresso dos EUA limite a Seção 702 da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira, que deve ser renovada antes que ela expire no final do ano, segundo três pessoas familiarizadas com as discussões.

Há um crescente consenso entre legisladores dos dois grandes partidos, não apenas para renovar a lei, mas também para fazer mudanças em resposta a uma série de relatos e auditorias internas que documentam abusos.

Isso deixou a indústria de tecnologia otimista de que reformas mais amplas passarão pelo Congresso desta vez, de acordo com dois lobistas que pediram para não serem identificados ao revelar discussões internas.

A lei, aprovada pelo Congresso em 2008 em resposta às revelações de espionagem injustificada de cidadãos americanos pelo governo Bush, concedeu amplos poderes que foram criticados ao longo dos anos por diferentes razões.

Grupos de defesa de liberdades civis acham que são necessárias mais proteções à privacidade. O ex-presidente Donald Trump e seus aliados afirmam que os poderes de espionagem permitem que as agências de inteligência conspirem contra os conservadores.

“São necessárias reformas para garantir que os programas de varredura de vigilância operem dentro dos limites constitucionais e protejam os direitos dos usuários americanos, com transparência, supervisão e responsabilidade”, disse Matt Schruers, presidente da associação da indústria de computadores e comunicação, que conta com Apple, Google, Meta e Amazon entre seus membros.

Agências de inteligência dizem que a Seção 702 é uma ferramenta essencial que gerou informações críticas sobre espionagem e atividades de hacking de países como a China, e contribuiu para o ataque de drones que matou o líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, ano passado.

O que diz a lei

De acordo com a Seção 702, as agências podem obrigar empresas, sem mandado, a entregar comunicações, registros telefônicos e outros dados para investigações de segurança nacional que visam cidadãos estrangeiros fora dos EUA, mesmo que comunicações de cidadãos americanos estejam envolvidas. As informações são mantidas em um banco de dados que os analistas podem acessar para investigações autorizadas que tenham finalidade de inteligência estrangeira.

Altos funcionários do governo americano reconhecem que houve problemas, os chamados “incidentes de conformidade”, sobre como os poderes concedidos pela Seção 702 foram usados. Mas eles dizem que esforços e reformas significativos foram feitos para resolver os problemas.

Créditos

Produtos Recomendados pela Exame

Últimas Notícias

ver mais
Inteligência artificial para o Instagram: rede social pode ganhar um chatbot em breve
Tecnologia

Inteligência artificial para o Instagram: rede social pode ganhar um chatbot em breve

Há 3 horas
ARM: O gigante silencioso dos semicondutores quer voltar à bolsa
Tecnologia

ARM: O gigante silencioso dos semicondutores quer voltar à bolsa

Há 4 horas
Microsoft é multada em US$ 20 milhões por coletar dados de crianças
Tecnologia

Microsoft é multada em US$ 20 milhões por coletar dados de crianças

Há 9 horas
Apple Vision Pro: o óculos de realidade aumentada que equivale ao iPhone no legado de Tim Cook
Tecnologia

Apple Vision Pro: o óculos de realidade aumentada que equivale ao iPhone no legado de Tim Cook

Há um dia
icon

Branded contents

ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

leia mais