Ciência

Golfinhos reproduzem sons enquanto repousam

Sons emitidos durante a noite poderiam estar sendo produzidos durante o sonho e também reproduzindo o que foi escutado durante o dia

Fato abre novas dúvidas sobre as faculdades intelectuais desses mamíferos (Wikimedia Commons)

Fato abre novas dúvidas sobre as faculdades intelectuais desses mamíferos (Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 31 de janeiro de 2012 às 17h43.

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Paris - Um estudo elaborado pelo Centro Nacional francês de Pesquisas Científicas (CNRS), divulgado nesta terça-feira, revela que os sons que os golfinhos emitem durante a noite poderiam estar sendo produzidos durante o sonho e também reproduzindo o que foi escutado durante o dia, um fato que abre novas dúvidas sobre as faculdades intelectuais desses mamíferos.

Segundo o estudo, os golfinhos, reconhecidos por serem capaz de imitar os sons captados ao seu entorno, também são capazes de recordar esses mesmos ruídos e reproduzi-los posteriormente, em suas fases de repouso.

O estudo começou a ser desenvolvido depois que os pesquisadores observaram que alguns golfinhos de cativeiro emitiam durante a noite os mesmos sons que as baleias faziam em suas apresentações realizadas durante o dia.

Para os responsáveis pelo estudo, realizado pelo Grupo de Investigação de Etologia Animal e Humana, o surpreendente é que os golfinhos nunca emitiam estes sons durante suas atividades, somente de noite. Além de estarem sonhando, esses mamíferos poderiam estar 'ensaiando suas próximas funções'.

Os especialistas acrescentam que as apresentações ao público são fonte de fortes emoções para os golfinhos de cativeiro, já que eles aguardam os aplausos e as outras recompensas com os quais são acariciados.

Com a apuração deste fato, os especialistas podem considerar que 'os golfinhos revivem durante a noite as emissões vogais que associam aos mesmos, assim como os humanos emitem todo tipo de sons enquanto sonham'.

Desenvolvido ao longo de sete meses, entre 2008 e 2009, o estudo foi realizado em um parque de animais francês, com pesquisadores procedentes da Universidade de Rennes e do CNRS, e suas conclusões estão publicadas na revista 'Frontiers in psychology'. 

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