Ciência

Fóssil do primeiro dinossauro é descoberto em museus

Análise de fósseis mostrou que dinossauro mais antigo já catalogado viveu dez milhões de anos antes do que se calculava


	Ossos do Nyasasaurus parringtoni foram descobertos na década de 1930 na Tanzânia
 (foto/Getty Images)

Ossos do Nyasasaurus parringtoni foram descobertos na década de 1930 na Tanzânia (foto/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 4 de dezembro de 2012 às 22h48.

O dinossauro mais antigo já catalogado ou seu parente mais próximo era do tamanho de um cachorro labrador, embora sua cauda medisse mais de um metro e meio, e viveu dez milhões de anos antes do que se pensava até agora, segundo um estudo realizado por uma equipe internacional de pesquisadores.

Os cientistas chegaram a esta conclusão após analisar fósseis que estavam há décadas nas prateleiras de dois museus, o de História Natural de Londres e o Museu Sul-Africano, na Cidade do Cabo.

'Se o recém batizado Nyasasaurus parringtoni não é o dinossauro mais antigo, então é seu parente mais próximo descoberto até agora', assinala o biólogo Sterling Nesbitt, da Universidade de Washington e autor principal do estudo, publicado na 'Biology Letters'.

Segundo a pesquisa, os fósseis pertencem a um réptil que viveu no período Triássico Médio, entre 10 e 15 milhões de anos antes que o eoráptor e o herrerassauro, os dinossauros mais primitivos do fim do Triássico (entre 230 e 225 milhões de anos atrás).

Pela análise dos ossos, pertencentes a dois exemplares diferentes, os cientistas determinaram que o animal caminhava erguido, tinha um metro de altura e cauda de mais de um metro e meio, pelo que media entre dois e três metros e pesava entre 20 e 60 quilos.

Os ossos, encontrados na década de 1930 na Tanzânia, também apresentavam características comuns aos primeiros dinossauros e a seus parentes próximos, como uma grande quantidade de células ósseas e vasos sanguíneos - indicativos de um crescimento rápido - e uma crista do úmero muito ampla, para ancorar os músculos do braço.


'O tecido ósseo do Nyasasaurus é exatamente o que se esperaria de um animal de sua posição na árvore genealógica dos dinossauros', afirma a co-autora do estudo Sarah Werning, da Universidade da Califórnia, em Berkeley.

Segundo Werning, 'é um exemplo ótimo de um fóssil de transição; o tecido ósseo demonstra que o Nyasasaurus crescia tão depressa quanto os outros dinossauros primitivos, mas não tanto como os posteriores'.

Na opinião de Nesbitt, o estudo indica que os dinossauros evoluíram antes do que se achava e refuta a ideia de que se diversificaram repentinamente no Triássico Superior. EFE

Acompanhe tudo sobre:BiologiaDinossauros

Mais de Ciência

Peptídeos viram febre no setor do bem-estar e acendem alerta na saúde

Google, Amazon, Meta e outras gigantes de tecnologia fecham acordo para combater hackers

YouTube implementa anúncios obrigatórios de 30 segundos para smart TVs

Falta de sono entra na lista de fatores de risco para demência, aponta estudo