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Com foco em resultados, Meta aposta em bônus de até 300% para funcionários

Programa Checkpoint começa neste ano e marca uma nova política de avaliação da empresa

Produtividade guia nova política de avaliação de desempenho da Meta (Agence France-Presse/AFP)

Produtividade guia nova política de avaliação de desempenho da Meta (Agence France-Presse/AFP)

Marina Semensato
Marina Semensato

Colaboradora

Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 16h39.

A Meta está reformulando sua estratégia para medir, gerenciar e recompensar o desempenho de seus funcionários. A medida faz parte do programa Checkpoint, previsto para 2026, e foi detalhada em um memorando interno obtido pelo Business Insider.

De acordo com a empresa, o objetivo é reduzir a burocracia das avaliações e concentrar o processo nos resultados mensuráveis obtidos pelos trabalhadores.

Entre as novas medidas anunciadas, está a criação de faixas de bonificações e do Prêmio Meta, em que a empresa pode oferecer um bônus de até 300% para um grupo restrito de colaboradores que entregarem resultados excepcionais.

O movimento da Meta já vinha sendo sinalizado pela liderança. Após classificar 2025 como um ano "intenso", Mark Zuckerberg deixou claro que a empresa queria elevar o nível de cobrança interna, com avaliações mais rigorosas e maior diferenciação entre desempenhos de funcionários.

Busca pela produtividade

O Checkpoint é a estratégia da empresa para aumentar sua produtividade e reduzir o tempo dedicado às avaliações.

Dados internos da Meta indicam que gerentes dedicam até 80 horas por ano a esse processo, enquanto os funcionários somam 330 mil horas anuais em retornos entre colegas. Ainda assim, menos de 25% dos gestores consideram esse retorno útil.

A nova política prevê dois ciclos de avaliação por ano, no meio e no fim do período, com bônus pagos a cada semestre.

No memorando, a Meta afirmou que o novo sistema não será aplicado ao ciclo atual. Uma reunião geral está marcada para 22 de janeiro, quando a empresa deve trazer mais detalhes sobre as mudanças e responder a dúvidas de seus colaboradores.

Categorias de avaliação

Segundo o memorando, o novo modelo adota quatro categorias de avaliação, com diferentes multiplicadores aplicados ao bônus base. A bonificação só não irá contemplar os funcionários que não atenderem às expectativas da empresa.

Funcionários classificados como "excelentes" podem receber um bônus de 115% do salário-base. Já os avaliados como "excelentes - impactos extraordinários" têm direito a uma bonificação de 200%. Até os que precisam de melhorias podem receber mais 50% do valor do salário.

No nível mais alto está o "Prêmio Meta", que mira os colaboradores com resultados excepcionais, com a chance de receberem um bônus de até 300%. Segundo a empresa, esse nível será altamente seletivo e voltado a resultados que gerem impactos diretos e amplos na empresa, e não a contribuições pontuais ou adicionais.

No memorando, a empresa afirma que a maioria dos funcionários se enquadrará na categoria "Excelente" porque "a maioria das pessoas na Meta são profissionais de alto desempenho que consistentemente geram um impacto significativo".

Pressão

O novo modelo de avaliação surge em um momento de contenção de gastos. Nesta semana, a Meta fechou três estúdios de realidade virtual ainda nesta semana, decisão que resultou na demissão de mais de mil funcionários.

Outro ponto sensível eram as críticas à política de remuneração. Em fevereiro do ano passado, a empresa elevou o teto de bônus de executivos seniores de 75% para 200%, pouco após demitir 3.600 trabalhadores.

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