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Xbox vai acabar? Fundador acredita que sim e critica foco em IA

Seamus Blackley afirma que a nova CEO da Microsoft parece estar conduzindo o Xbox ao fim em meio à aposta bilionária da empresa em IA generativa

Xbox: troca na liderança gera dúvidas sobre futuro do console (Lucas Agrela/Site Exame)

Xbox: troca na liderança gera dúvidas sobre futuro do console (Lucas Agrela/Site Exame)

Maria Eduarda Lameza
Maria Eduarda Lameza

Estagiária de jornalismo

Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 14h03.

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O cofundador do Xbox, Seamus Blackley, afirmou que o console pode estar sendo descontinuado gradualmente pela Microsoft.

A declaração foi dada em entrevista publicada na última segunda-feira, 23, pelo portal GamesBeat.

Segundo ele, o Xbox, assim como outros negócios que não fazem parte do núcleo de Inteligência Artificial (IA) da gigante de tecnologia, estaria sendo descontinuado. “Eles não dizem isso, mas é o que está acontecendo”, afirmou.

Blackley disse ainda que espera que a nova CEO “seja como uma médica de cuidados paliativos que conduza o Xbox suavemente para a noite”.

A Microsoft não anunciou oficialmente o fim do Xbox e nem planos para sua descontinuação.

Troca no comando e foco em IA

A fala de Blackley veio após a Microsoft anunciar Asha Sharma como nova CEO do Xbox, substituindo Phil Spencer. A então COO e presidente Sarah Bond também deixará a companhia.

Blackley afirmou que a aposta da empresa em inteligência artificial é “um investimento monetário e estratégico sem precedentes na história dos negócios."

Para ele, a lógica interna da companhia mudou e sempre vê a IA como solução para todos os problemas. Nesse contexto, segundo ele, faz sentido colocar “uma pessoa de IA” para comandar a divisão de jogos, ao se referir a Sharma.

Ele questionou a escolha de alguém sem histórico na indústria. “Por que você colocaria alguém para comandar um grande estúdio de cinema que não gosta de filmes?”, disse.

Desafio da indústria de jogos

Blackley declarou que o setor combina entretenimento, tecnologia, design e distribuição, o que o torna um dos modelos mais complexos da indústria. “Games não são um negócio de computação. Não são um negócio de renderização. Não são um negócio de software”, disse.

“Se você não for realmente apaixonada por jogos, deveria encontrar uma forma de deixar o cargo em breve", afirmou sobre a nova liderança.

O cofundador do Xbox deixou a empresa em 2002 para fundar o Capital Entertainment Group com seu ex-colega de trabalho na Microsoft, Kevin Bachus.

 

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