Dylan Field, cofundador e CEO da Figma; empresa surpreendeu o mercado com crescimento de 40% na receita no último trimestre. (Kimberly White/Getty Images)
Repórter
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 09h37.
As ações da Figma, empresa de software usada por designers para criar sites e aplicativos, subiram 15% após a companhia divulgar resultados melhores do que o esperado pelo mercado.
No último trimestre, a Figma faturou US$ 303,8 milhões, acima da previsão de US$ 293 milhões. O lucro ajustado por ação também superou as expectativas. A receita cresceu 40% em relação ao mesmo período do ano anterior, mostrando que a empresa continua expandindo rapidamente.
Apesar do crescimento, a Figma registrou prejuízo líquido de US$ 226,6 milhões no trimestre. A empresa explicou que o resultado foi impactado por despesas contábeis e investimentos, enquanto os indicadores operacionais continuam fortes.
Para o próximo trimestre, a companhia prevê faturamento entre US$ 315 milhões e US$ 317 milhões, acima do que analistas estimavam. Para 2026, a projeção é ultrapassar US$ 1,36 bilhão em receita, mantendo ritmo de crescimento de cerca de 30%.
Nos últimos meses, investidores têm demonstrado preocupação de que ferramentas de inteligência artificial generativa possam afetar empresas de software tradicionais. As ações da Figma acumulavam queda de cerca de 35% no ano antes do balanço.
Mesmo assim, a empresa afirma que seus clientes estão gastando mais. Grandes clientes aumentaram o volume de compras dentro da plataforma, sinal de fidelização. O CEO e cofundador Dylan Field afirmou que o mercado de software não está encolhendo, pelo contrário, deve crescer ainda mais, mas reconheceu que a concorrência está ficando mais forte.