Energisa: o plano sinaliza continuidade do ciclo de expansão do grupo. (Energisa/Divulgação)
Repórter de Invest
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 09h35.
A Energisa atualizou o mercado sobre a previsão de investir R$ 7,09 bilhões em 2026, considerando apenas investimentos orgânicos, ou seja, recursos destinados à expansão, manutenção e modernização dos próprios negócios do grupo, sem incluir fusões ou aquisições (M&A, em inglês).
O Fato Relevante foi divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por um dos maiores grupos privados do setor elétrico nesta quinta-feira, 19.
A maior parte dos recursos será direcionada às distribuidoras de energia elétrica, que devem concentrar R$ 6,5 bilhões do total previsto. Esses investimentos envolvem melhorias na rede, ampliação da capacidade de atendimento e cumprimento de obrigações regulatórias.
Cerca de R$ 5,7 bilhões serão aportados nos ativos próprios das nove concessionárias: Energisa Minas Rio (EMR), Energisa Sergipe (ESE), Energisa Paraíba (EPB), Energisa Mato Grosso (EMT), Energisa Mato Grosso do Sul (EMS), Energisa Tocantins (ETO), Energisa Sul-Sudeste (ESS), Energisa Rondônia (ERO) e Energisa Acre (EAC).
Os R$ 807,8 milhões restantes serão destinados a obrigações especiais, como recursos ligados à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), à Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e outros encargos.
Fora o segmento de distribuição, o plano de investimentos também contempla outras frentes do grupo. Na área de transmissão de energia, estão previstos cerca de R$ 180 milhões. Em geração distribuída, que inclui projetos como energia solar, o valor estimado é de R$ 91 milhões.
Já os negócios de gás natural devem receber aproximadamente R$ 176 milhões. Além disso, holdings e outras empresas do grupo somam cerca de R$ 79 milhões em investimentos projetados para 2026.
A Energisa também detalhou os valores previstos para distribuidoras de gás nas quais a subsidiária Norgás tem participação minoritária. Os investimentos estimados para 2026 somam R$ 197 milhões.
Desse total, R$ 95 milhões estão previstos para a Copergás, R$ 57 milhões para a Cegás, R$ 24 milhões para a Potigás e R$ 21 milhões para a Algás.
De acordo com o comunicado assinado pelo diretor-financeiro (CFO) e de relações com investidores, Maurício Perez Botelho, os valores já consideram créditos de impostos e capitalização de despesas.
Para investidores, o plano sinaliza continuidade do ciclo de expansão do grupo, com foco principal no segmento de distribuição de energia elétrica, que responde pela maior parte do caixa regulado da companhia.