Facebook dobra o lucro líquido e surpreende apesar de boicotes

Os bons resultados acontecem apesar das acusações feitas pelo congresso americano e ao boicote de anunciantes

Com uma base de 2,7 bilhões de usuários no mundo, o Facebook viu seu lucro líquido aumentar para 5,178 bilhões de dólares, um aumento de 98% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o valor era de 2,616 bilhões de dólares.

Os bons resultados acontecem apesar das acusações feitas pelo Congresso americano e do boicote de anunciantes, que pode ser considerado o momento mais complicado para a rede social em 16 anos. Mas não em termos de dinheiro.

A receita com anúncios da gigante ficou em 18,32 bilhões dólares no período, uma alta de 10% na comparação anual, de 16,48 bilhões de dólares.

Com uma receita total de 18,7 bilhões de dólares, o resultado superou as expectativas dos analistas, que estimavam um faturamento entre 17,31 e 17,33 bilhões de dólares, com um aumento de cerca 3% se comparado ao mesmo período do ano passado --- quando a receita foi de 16,8 bilhões de dólares. No fim do dia, a realidade foi melhor do que o esperado --- e o Facebook viu sua receita aumentar em 11,3%.

No primeiro trimestre, o lucro líquido foi de 4,9 bilhões de dólares --- o que representou mais que o dobro do primeiro tri de 2019, quando a empresa de Zuckerberg faturou 2,4 bilhões de dólares.

Os efeitos surpresa do Face

O Facebook vem sofrendo boicotes no último mês de empresas gigantes, como a Coca-Cola, a Unilever, a Ford, a Disney e até a Microsoft, que deixaram de anunciar em todas as redes sociais da companhia a fim de pressionar uma mudança em suas políticas em relação a discursos de ódio.

Na quarta-feira, 29, Zuckerberg participou de uma audiência antitruste sobre os monopólios das gigantes de tecnologia americanas ao lado de Sundar Pichai, do Google, Jeff Bezos, da Amazon, e Tim Cook da Apple.

Entre as principais acusações feitas ao dono do Facebook, estavam a capacidade de neutralizar competidores, com e-mails que apontavam que Zuckerberg teria adquirido o Instagram somente para não ter uma concorrência direta, e também sobre cópias de determinadas ferramentas em seu aplicativo após não conseguir comprar outras companhias --- citando o emblemático caso de quando o CEO tentou comprar o Snapchat e, quando teve a oferta recusada, adicionou uma ferramenta bastante parecida em seu aplicativo de fotos, os "stories".

Agora, anos depois, o mesmo acontece com app chinês TikTok e a adição do "reels" no aplicativo, que também pretende dar aos usuários a oportunidade de criar vídeos curtos com edições rápidas e simples.

Em resposta às acusações, o cofundador da rede social apenas negou ou disse "não se lembrar" dos fatos ocorridos.

Para o próximo trimestre, resta a esperança de manter os ganhos dos primeiros seis meses de 2020.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.