IA local: quantidade de VRAM na placa de vídeo define o tamanho do modelo que roda no PC (Reprodução)
Colaboradora
Publicado em 2 de outubro de 2026 às 19h01.
RESUMO | Rodar IA local sem assinatura é possível até em PCs sem placa de vídeo dedicada, mas a experiência depende da VRAM e da RAM. Para uso diário com modelos de 7B a 8B parâmetros, o ponto de entrada é 16 GB de RAM e uma GPU com 8 GB de VRAM. Para comprar ou fazer upgrade, 32 GB de RAM e 12 GB a 16 GB de VRAM dão mais folga. Ollama e LM Studio instalam e rodam os modelos de graça.
Rodar IA local no computador permite usar modelos de linguagem abertos, como Llama e Qwen, sem pagar a assinatura do ChatGPT ou do Claude. O que separa uma experiência útil de uma frustrante é a memória, ou seja, a VRAM da placa de vídeo e a RAM do sistema. Para chat, resumo, tradução e código leve, o ponto de entrada é 16 GB de RAM e uma GPU com 8 GB de VRAM.
A TIC Domicílios 2025, do Cetic.br, estimou que 32% dos usuários de internet no Brasil, cerca de 50 milhões de pessoas com 10 anos ou mais, já usam esse tipo de tecnologia. A versão local atrai quem quer cortar a mensalidade ou manter documentos sensíveis fora de servidores de terceiros.
É baixar um modelo de linguagem aberto e executá-lo no próprio computador, com processamento feito pela CPU, pela RAM e, quando disponível, pela placa de vídeo. Depois do download, a conversa funciona sem internet. O resultado não se equipara aos modelos pagos da OpenAI e da Anthropic, que rodam em data centers. Modelos locais menores dão conta de rascunhar e revisar textos, resumir documentos, traduzir e explicar trechos de código.
Por outro lado, o processamento no PC reduz a exposição de dados a servidores externos — o que não quer dizer que garante 100% de segurança. Para documentos sensíveis, a recomendação é usar versões oficiais dos programas e baixar modelos de catálogos reconhecidos, como os do Ollama e do LM Studio.
Para IA local, o limite está na memória, e não na velocidade do chip gráfico. Quatro conceitos explicam a conta:
Quando o modelo não cabe inteiro na VRAM, programas baseados no llama.cpp, como o Ollama, dividem as camadas entre a GPU e a RAM. O modelo abre, mas a geração de texto desacelera à medida que mais camadas ficam no processador.
As faixas abaixo valem para PCs com Windows ou Linux:
Em Macs com Apple Silicon, CPU e GPU compartilham a mesma memória unificada, e a conta passa a ser o total do aparelho. 16 GB é o mínimo confortável; 24 GB ou 32 GB abrem espaço para modelos maiores.
Não é obrigatório, mas simplifica a instalação. A maior parte dos programas de IA local é otimizada para CUDA, a plataforma da NVIDIA.
O Ollama também suporta placas AMD Radeon no Windows e no Linux, onde exige o driver ROCm v7. A configuração pede mais conferência de driver. GPUs integradas dividem a memória com o sistema e não substituem uma placa dedicada, com exceção dos chips da Apple.
Entre duas placas, a de mais VRAM costuma render mais para IA local, mesmo sendo de geração anterior. Uma GPU nova de 8 GB pode ir melhor em jogos e carregar menos modelo que uma de 12 GB.
A GeForce RTX 3060 de 12 GB virou referência de entrada por combinar essa memória com suporte a CUDA, inclusive no mercado de usados. Placas de 16 GB, como a RTX 5060 Ti nessa versão, ampliam a folga para modelos de 14B. Antes de comprar, a ordem de prioridade é:
Modelos pequenos permitem avaliar o PC antes de downloads maiores. No catálogo do Ollama, três opções compactas servem de ponto de partida:
Com 8 GB de VRAM, dá para subir para modelos de 7B a 8B, como o Llama 3.1 8B e o Qwen3 8B. A fluência em português varia entre modelos, e testar com tarefas reais, como revisar um e-mail, mostra o resultado antes de qualquer upgrade.
O Ollama funciona no Windows, no macOS e no Linux e roda modelos pelo terminal, sem chave de API. O passo a passo:
O LM Studio oferece interface gráfica e roda em Macs com Apple Silicon, Windows e Linux. Em processadores x64, exige suporte à instrução AVX2. Para começar: