(Ricardo Stuckert/Vittor Sales/Montagem/Flickr)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 2 de outubro de 2026 às 18h20.
Última atualização em 2 de outubro de 2026 às 19h06.
O Monitor Eleitoral, agregador de pesquisas da Inteligov em parceria com a EXAME, aponta Lula (PT) com 39,93% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 36,33% na última rodada antes do primeiro turno. A diferença entre os dois caiu para 3,6 pontos percentuais, a menor da série histórica do agregador. Na comparação com 25 de setembro, os dois avançaram, mas o crescimento de Flávio foi maior.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 39,93% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 36,33%, segundo a nova rodada do Monitor Eleitoral, agregador de pesquisas eleitorais da Inteligov em parceria com a EXAME, divulgado nesta sexta-feira, 2.
A diferença entre os dois candidatos caiu para 3,6 pontos percentuais, a menor registrada na série histórica do agregador.
Esta é a última rodada do Monitor Eleitoral antes do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para domingo, 4 de outubro. A distância entre Lula e Flávio diminuiu pela quarta rodada consecutiva. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece o primeiro turno para 4 de outubro e eventual segundo turno para 25 de outubro.
Em relação à rodada anterior, de 25 de setembro, Lula passou de 38,81% para 39,93%, uma diferença de 1,12 ponto percentual. Flávio Bolsonaro passou de 34,16% para 36,33%, alta de 2,17 pontos.
Mesmo com o avanço dos dois candidatos, Flávio registrou a maior variação e reduziu em 1,05 ponto percentual a distância para Lula em uma semana.Os levantamentos captados pelo modelo também indicam tendência positiva de 0,53 ponto percentual para Flávio Bolsonaro na semana. Lula, que havia apresentado tendência negativa na rodada anterior, passou a uma tendência positiva de 0,12 ponto.
Veja os detalhes do Agregador aqui.
A redução da distância entre Lula e Flávio Bolsonaro ocorre depois de uma sequência de rodadas em que o senador do PL avançou no agregado. Em 3 de setembro, Lula tinha 39,64% e Flávio, 33,38%, diferença de 6,26 pontos. Em 18 de setembro, a distância passou para 5,41 pontos. Na rodada de 25 de setembro, caiu novamente para 4,65 pontos.
Entre 3 de setembro e a rodada divulgada nesta sexta-feira, a diferença entre os dois primeiros colocados passou de 6,26 para 3,6 pontos percentuais.
O Monitor Eleitoral não é uma pesquisa de intenção de voto isolada. A ferramenta reúne levantamentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral e calcula médias ponderadas para acompanhar a evolução das candidaturas. Por isso, seus percentuais não devem ser interpretados como previsão do resultado das urnas.
Entre os demais candidatos, Augusto Cury (Avante) aparece com 4,28%. Na sequência estão Ronaldo Caiado (PSD), com 4,21%; Renan Santos (Missão), com 3,10%; e Romeu Zema (Novo), com 1,75%. Os demais candidatos têm menos de 1% cada no agregado.
O cenário mantém Lula e Flávio Bolsonaro concentrando a maior parcela das intenções de voto captadas pelas pesquisas reunidas pelo Monitor Eleitoral, enquanto as demais candidaturas aparecem em patamar inferior no modelo.
Para Leandro Terra Adriano, doutor em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e responsável técnico pelo Monitor Eleitoral, a movimentação observada na reta final deve ser analisada em conjunto com acontecimentos da campanha, como a formação das alianças partidárias e o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
“As movimentações nas campanhas da Presidência da República e das unidades federativas em destaque refletem o impacto direto das alianças partidárias, do início do horário eleitoral e dos desdobramentos de investigações policiais sobre os favoritos”, afirma Adriano.
Na avaliação do cientista político, Lula preserva sua competitividade com o apoio da coligação de esquerda e com o maior tempo de rádio e televisão, enquanto enfrenta um cenário de menor apoio de partidos de centro. Adriano pondera ainda que não está claro, até o momento, se medidas recentes debatidas durante a campanha provocaram mudanças no comportamento do eleitorado.
Sobre Flávio Bolsonaro, o responsável técnico avalia que a campanha manteve como uma de suas principais linhas o discurso anticorrupção, com participação do candidato a vice, Alfredo Gaspar. Segundo Adriano, a configuração da chapa e o comportamento de diferentes segmentos do eleitorado estão entre os elementos a serem observados nos últimos dias de campanha.
O especialista também cita Ronaldo Caiado, que aparece com 4,21% no agregado. Na avaliação de Adriano, o candidato do PSD tenta se apresentar como uma alternativa para setores da centro-direita e da direita não alinhados à candidatura de Flávio Bolsonaro.
A análise do responsável pelo agregador associa a redução da distância entre Lula e Flávio a diferentes movimentos da campanha, mas os dados não permitem antecipar como essas mudanças serão refletidas no resultado das urnas.O agregador apresenta uma consolidação de dados que agrega todas as pesquisas eleitorais disponíveis até 1 de outubro de 2026. Esta iteração fundamenta-se em 49 novas pesquisas cadastradas no sistema PesqEle (TSE), somando-se às 552 da iteração anterior. O relatório utiliza institutos frequentes no cenário nacional e estadual, como Real Time Big Data, AtlasIntel, Datafolha, Paraná Pesquisas e Quaest.
O Monitor Eleitoral não utiliza uma média aritmética simples das pesquisas. O modelo calcula uma Média Móvel Ponderada, método que atribui pesos diferentes aos levantamentos conforme critérios como metodologia utilizada e data de realização.
Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral no modelo, enquanto levantamentos feitos por IVR, sistema automatizado de entrevistas por telefone, e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística.
A metodologia também considera a atualização dos dados. O peso de uma pesquisa é reduzido em 25% a cada quinzena após sua realização. Assim, levantamentos antigos permanecem no histórico, mas influenciam menos a média conforme novas pesquisas entram na base.
O objetivo do modelo é combinar o retrato mais recente da disputa com a trajetória acumulada desde março, quando o agregador iniciou sua série histórica.
A cada rodada, novas pesquisas registradas no TSE são incorporadas ao cálculo. A base utilizada considera os levantamentos disponíveis no PesqEle, sistema de registro de pesquisas eleitorais da Justiça Eleitoral.
Na rodada divulgada em 2 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 39,93% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tem 36,33%. A diferença é de 3,6 pontos percentuais, a menor registrada na série histórica do agregador.
A diferença entre os dois candidatos diminuiu pela quarta rodada consecutiva. Em 3 de setembro, Lula tinha vantagem de 6,26 pontos percentuais. A distância passou para 5,41 pontos em 18 de setembro, caiu para 4,65 pontos em 25 de setembro e chegou a 3,6 pontos na rodada de 2 de outubro.
Augusto Cury (Avante) aparece com 4,28%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4,21%; Renan Santos (Missão), com 3,10%; e Romeu Zema (Novo), com 1,75%. Os demais candidatos registram menos de 1% cada no agregado.
Não. O Monitor Eleitoral é um agregador que reúne pesquisas eleitorais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e calcula médias ponderadas para acompanhar a evolução das candidaturas. Os percentuais do modelo não devem ser interpretados como previsão do resultado das eleições.
O modelo utiliza uma Média Móvel Ponderada, que atribui pesos diferentes às pesquisas conforme fatores como metodologia e data de realização. Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral, enquanto levantamentos realizados por telefone automatizado e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística. O peso de cada pesquisa também é reduzido em 25% a cada quinzena após sua realização.
A rodada considera as pesquisas eleitorais disponíveis até 1º de outubro de 2026. A atualização incorporou 49 novos levantamentos cadastrados no sistema PesqEle, do TSE, às 552 pesquisas consideradas na iteração anterior.
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para domingo, 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.