Braço de monitor e mesa ajustável: como escolher o acessório certo para melhorar a ergonomia no escritório
Colaboradora
Publicado em 11 de agosto de 2026 às 09h31.
Um dos problemas mais comuns do home office é a ergonomia. O Ministério do Trabalho determina que a estrutura de trabalho deve ser adaptada às características da pessoa, com foco em conforto, segurança, saúde e desempenho. No caso do monitor, ele precisa ficar à frente do usuário, a cerca de um braço de distância, com o topo da tela na altura dos olhos ou um pouco abaixo.
Os braços articulados corrigem a altura e liberam espaço na mesa. As mesas elétricas complementam o ajuste, permitindo alternar entre trabalhar sentado e em pé. Reunimos os modelos mais relevantes do mercado brasileiro em agosto de 2026 com base em quatro critérios:

O F80N é o braço articulado mais popular do Brasil e o que entrega mais resultado por menos dinheiro. Ele substitui o pedestal original do monitor por um braço com pistão a gás que sobe, desce, gira e inclina a tela sem o uso de nenhuma chave ou parafuso, o que permite puxar o monitor para perto durante a leitura de textos longos e empurrá-lo para trás quando a mesa precisa de espaço para cadernos ou documentos. Também dá para girar a tela para orientação retrato — útil para quem programa ou revisa textos. O ponto de atenção é o peso: monitores curvos de 34 polegadas ou mais podem ultrapassar os 9 kg, o que exige verificação antes da compra.

O F90USB segue a mesma estrutura do F80N, mas agrega duas portas USB 3.0 na base do suporte, com cabos de 1,5 m inclusos. A vantagem é prática: dá para conectar webcam, receptor de mouse ou teclado sem fio no braço do monitor, evitando cabos longos até a traseira do computador. É uma boa opção para quem trabalha com notebook na base e precisa de portas USB acessíveis. A capacidade de carga é inferior à do F80N, o que limita o uso a monitores mais leves.

Para quem trabalha com dois monitores, o F160N centraliza a fixação em um único ponto da mesa, com dois braços independentes, cada um com seu próprio pistão a gás. Isso significa que cada tela pode ser ajustada de forma isolada em altura, inclinação e giro — sem afetar a posição da outra. O ganho em relação a comprar dois braços simples é a redução de grampos na mesa e a organização visual do setup. O cuidado principal é com o peso total: dois monitores de 27 polegadas costumam ficar dentro da faixa, mas dois ultrawide de 34 polegadas podem exceder a capacidade do conjunto.
Outros modelos mais baratos e de marcas menores, que aparecem entre R$ 70 e R$ 130, podem funcionar bem para monitores leves de até 24 polegadas. A ressalva é que há variação de qualidade entre lotes, grampos mais frágeis e informações inconsistentes sobre carga máxima.

A DT3 F10 é uma das mesas elétricas mais vendidas do Brasil e compete com a Fortrek Lift na faixa de entrada. O diferencial está no sistema anticolisão, que interrompe o movimento quando o motor detecta um obstáculo — uma cadeira, uma gaveta ou um cabo preso. Isso evita danos ao equipamento e ao próprio mecanismo. A coluna invertida dá mais espaço para as pernas e contribui para um visual mais limpo. O tampo de MDP com 16 mm é resistente, mas a profundidade de 60 cm limita o uso a setups compactos.

A F40 é a opção para quem precisa de tampo maior e mais estabilidade. Os dois motores distribuem o esforço de forma equilibrada, o que reduz vibrações em alturas elevadas — um ponto que faz diferença para quem digita rápido e trabalha em pé. O tampo de 140 × 70 cm acomoda setups completos com braço duplo de monitor, notebook, luminária e periféricos sem aperto. A memória de três posições permite salvar alturas diferentes para cada atividade — edição em pé, escrita sentado, videoconferência com câmera na altura dos olhos. O ponto negativo é o preço e o peso da embalagem, que dificulta a entrega em prédios sem elevador.

A Fortrek Lift é a mesa elétrica mais acessível com marca reconhecida no mercado brasileiro. Lançada em abril de 2026, ela permite alternar entre a posição sentada e em pé com um toque no painel — o motor faz o ajuste de forma suave e silenciosa. Para quem nunca usou uma mesa regulável, é o ponto de entrada mais seguro: o tampo de 120 × 60 cm acomoda monitor, teclado e notebook, e a memória de duas posições guarda as alturas favoritas. A capacidade de 60 kg é suficiente para setups leves. A limitação está na profundidade do tampo — 60 cm pode ficar apertado para quem usa dois monitores ou periféricos grandes.