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EUA acessam celular de caso de narcotráfico sem a Apple

"Ontem a tarde, um indivíduo forneceu a senha do iPhone em questão neste caso", diz governo americano

Washington - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira que conseguiu ter acesso, por conta própria, a um celular iPhone vinculado com um caso de narcotráfico e que, portanto, dá fim ao litígio pelo qual o órgão tentava obrigar a Apple a ajudá-lo a desbloquear o aparelho.

A Justiça americana apresentou um documento em um tribunal do Brooklyn, em Nova York, do qual a Agência Efe teve acesso, informando sobre a retirada da ação judicial porque "já não precisa da ajuda da Apple" por ter conseguido por outros meios a senha de acesso ao telefone.

"Ontem a tarde, um indivíduo forneceu a senha do iPhone em questão neste caso. O governo introduziu a senha e obteve acesso ao iPhone. Assim, o governo já não precisa da ajuda da Apple e retira sua demanda", diz o texto entregue hoje ao tribunal do Brooklyn.

O governo dos Estados Unidos tinha acionado a Justiça para que esta obrigasse a Apple a facilitar o desbloqueio do telefone, algo que a companhia se negou a fazer.

No final de março, o governo pôs fim a outra famosa batalha judicial com a Apple, depois que conseguiu acessar o telefone utilizado pelo atirador do massacre na cidade californiana de San Bernardino, ocorrido em dezembro do ano passado, no qual morreram 14 pessoas e que é investigado como terrorismo.

O método utilizado para entrar no iPhone do atirador de San Bernardino, no entanto, não funciona em outros modelos, como no aparelho do caso do Brooklyn.

Em fevereiro, outro juiz de Nova York se negou a obrigar a Apple a desbloquear o telefone, uma decisão da qual as autoridades recorreram.

O principal acusado nesse caso de Nova York, Jung Feng, foi detido no distrito do Queens no dia 11 de junho de 2014 por conspirar junto com outras quatro pessoas para traficar metanfetamina.

Nas operações da polícia, as autoridades apreenderam vários objetos, entre eles um iPhone 5s, e as investigações levaram, um ano depois, ao pedido para resgatar informação desse e de outros telefones celulares. 

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