HP, Dell, Acer e Asus consideram usar chips de memória chineses em meio à crise de fornecimento (Lucas Agrela/Site Exame)
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Publicado em 7 de fevereiro de 2026 às 14h29.
Fabricantes de computadores como HP, Dell, Acer e Asus consideram, pela primeira vez, a compra de chips de memória chineses, em meio à escassez global de suprimentos.
A HP iniciou o processo de qualificação de produtos da ChangXin Memory Technologies (CXMT) como forma de ampliar alternativas de fornecimento.
A empresa quer acompanhar primeiro a situação do mercado de memória até meados de 2026 e, caso a escassez de DRAM persista e os preços sigam em alta, pode passar a comprar da CXMT.
A Dell também estaria analisando chips DRAM da CXMT, diante da expectativa de que os preços da memória aumentem ao longo de 2026.
A Acer sinalizou que está aberta ao uso de chips de memória fabricados na China caso seus fornecedores contratados façam essas aquisições.
Já a Asus teria solicitado apoio a parceiros chineses para a compra de chips de memória voltados a alguns projetos de notebooks.
Um dos motivos para a escassez global de componentes é a rápida expansão da inteligência artificial (IA), que elevou a demanda por memória e capacidade de processamento por grandes empresas.
O efeito em cadeia já atinge itens como memória RAM, GPUs, SSDs de alta capacidade e outros componentes para a indústria de hardware, que pressiona as cadeias de suprimento e acirra a disputa por contratos estratégicos entre as empresas do setor.
Preços de memória já tiveram aumentos importantes ao longo do ano passado - de até 400%, segundo uma análise da Ars Technica. Agora, as empresas acompanham em 2026 como esses aumentos devem se refletir no custo final dos produtos.