A ideia não é recriar o Cérebro e o Pinky, mas tratar alguns transtornos cognitivos (Flickr/ Melina Souza)
Da Redação
Publicado em 20 de agosto de 2015 às 21h34.
São Paulo - Cientistas da Universidade de Leeds (Reino Unido) alteraram um gene em ratos de laboratório para silenciar a proteína fosfodiesterase 48 (PDE4B), cuja função é ligada a vários processos cerebrais.
Os animais modificados demonstraram maior retenção de memória, maior rapidez no aprendizado e mais capacidade em resolver problemas complexos, como sair de labirintos.
Também esqueciam eventos traumáticos mais rapidamente, sofrendo menos ansiedade do que o normal. Por fim, ficaram estranhamente corajosos: locais abertos e iluminados e urina de gato, coisas que os ratos normalmente evitam, não os incomodavam.
Os cientistas não mencionaram nada sobre planos de dominação mundial vindos dos ratinhos. A ideia não é recriar o Cérebro e o Pinky, mas tratar alguns transtornos cognitivos.
A parte da melhoria da cognição pode ajudar pacientes com doenças como o Mal de Alzheimer, demência e esquizofrenia. A outra abre novas perspectivas para o tratamento de ansiedade.
"Danos cognitivos atualmente tem tratamentos muito fracos, então estou empolgado que nosso trabalho com ratos identificou a fosfodiesterase 48 como um alvo promissor para potenciais novos tratamentos", afirma Dr. Steve Clapcote, condutor do estudo.