Tecnologia

Apple, Google, Samsung e Garmin são acusadas de violar patente em recurso para smartwatch

Recurso que detecta queda foi desenvolvido pela UnaliWear, que levou o caso à comissão de comércio dos EUA e cita uso não autorizado de tecnologia

BARCELONA, SPAIN - MARCH 03: A man displays a smart watch at MWC 2025, in Barcelona, Spain on March 03, 2025. (Photo by Lorena Sopena/Anadolu via Getty Images) (Anadolu/Getty Images)

BARCELONA, SPAIN - MARCH 03: A man displays a smart watch at MWC 2025, in Barcelona, Spain on March 03, 2025. (Photo by Lorena Sopena/Anadolu via Getty Images) (Anadolu/Getty Images)

Marina Semensato
Marina Semensato

Colaboradora

Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 14h05.

A UnaliWear, sediada no Texas, acusa as empresas Apple, Samsung, Google e Garmin de violar a patente de uma tecnologia de detecção de quedas em relógios inteligentes, chamada RealFall.

A queixa foi levada à Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC, na sigla em inglês) em dezembro de 2025 e se baseia na Seção 337 da Lei Tarifária de 1930, que trata de violações de direitos de propriedade intelectual e pode proibir a importação de produtos considerados infratores.

A UnaliWear é a responsável pelo Kanega Watch, relógio inteligente vendido por US$ 299 com uma assinatura anual de US$ 779,40 para usuários terem acesso a recursos adicionais de segurança, como suporte remoto e ininterrupto de emergência, detecção de queda, lembrete de medicamentos e comandos de voz.

Segundo a denúncia, o recurso de detecção de quedas é a proposta central do Kanega Watch e concorre diretamente com produtos como o Apple Watch. A Apple incorporou a detecção de quedas ao Apple Watch Series 4 em 2018.

De acordo com a notificação da USITC, as empresas acusadas têm até 20 dias para apresentar defesa. Nenhuma delas se manifestou publicamente sobre o caso até o momento.

A disputa ocorre em meio a um histórico de denúncias sobre o Apple Watch. Em um caso separado, a Apple obteve vitória contra a AliveCor em mais uma instância de um tribunal federal dos EUA, em processo que alegava que a empresa havia cortado o acesso de terceiros a um algoritmo de frequência cardíaca para benefícios próprios.

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