São Paulo -- Há 40 anos, o paleontólogo Don Johanson encontrava o esqueleto mais famoso do mundo. Ele era de uma espécie ainda desconhecida chamada Australopithecus afarensis. A espécie é um ancestral dos humanos. O esquelento encontrado na ocasião era de uma fêmea que foi apelidada de Lucy. Conheça algumas curiosidades e aprenda mais sobre o Australopithecus afarensis e sobre Lucy a seguir.
O esqueleto de Lucy foi encontrado na vila de Hadar, na Etiópia. O paleontólogo Donald Johanson buscava por esqueletos no país quando encontrou restos de um hominídeo. O nome Lucy foi dado em homenagem à musica "Lucy in the sky with diamonds", dos Beatles, que tocou no rádio do carro no dia da descoberta.
A espécie de Lucy é Australopithecus afarensis. Os hominídeos viveram na Terra entre 3,9 e 2,9 milhões de anos atrás. Os Australopithecus afarensis apresentam uma mistura entre homens e macacos de uma maneira que nunca havia sido vista. Eles mudaram os estudos sobre a evolução. Após a descoberta, ficou provado que o cérebro grande não foi essencial para o bipedalismo e para o aparecimento do homem.Os Australopithecus afarensis tinham um cérebro de tamanho similar ao de um chimpanzé, mas andavam sobre dois pés, chamado de bipedalismo. O bipedalismo era uma das características usadas por cientistas para determinar se uma raça era humana ou não. Desta forma, os Australopithecus afarensis eram mais próximos dos humanos do que dos primatas.
O esqueleto de Lucy tem 3,2 milhões de anos. Hoje, Lucy é um dos esqueletos mais famosos do planeta. Os cientistas foram capazes de resgatar 40% dos ossos do corpo de seu corpo. Entre aqueles perdidos estão, principalmente, pequenos ossos das mãos e dos pés.
O próximo passo para os cientistas é compreender a evolução de Lucy até o Homo sapiens. Alguns acreditam que as mudanças foram lentamente causadas depois de um período de mudanças climáticas na África.
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