Tecnologia

Brasileiro assume hoje presidência mundial da gigante Qualcomm

Chegada de Cristiano Amon acontece em momento de alta competitividade no mercado e de aquecimento do setor de smartphones, em que a Qualcomm é participante fundamental

Cristiano Amon, da Qualcomm: executivo assume hoje como CEO global da empresa (Germano Lüders/Exame)

Cristiano Amon, da Qualcomm: executivo assume hoje como CEO global da empresa (Germano Lüders/Exame)

TL

Thiago Lavado

Publicado em 30 de junho de 2021 às 06h00.

Última atualização em 30 de junho de 2021 às 10h51.

Esta reportagem faz parte da newsletter EXAME Desperta. Assine gratuitamente e receba todas as manhãs um resumo dos assuntos que serão notícia.

O brasileiro Cristiano Amon assume o comando global da fabricante de chips e processadores Qualcomm a partir desta quarta-feira, 30. A empresa está na vanguarda para conferir 5G a smartphones e é uma das principais fabricantes desta indústria.

Aos 50 anos, Amon atua como presidente da companhia desde 2018 e trabalha na Qualcomm desde 1995, onde começou como engenheiro. Ele foi eleito pelo conselho de administração para suceder Steve Mollenkopf. O brasileiro fez graduação e doutorado em engenharia elétrica na Unicamp e se mudou para os Estados Unidos nos anos 1990.

“Estou honrado por ser nomeado o próximo CEO da Qualcomm e agradeço a confiança que Steve e a diretoria têm em mim”, disse Amon, em comunicado da empresa, à época de sua nomeação.

A chegada de Amon ao comando da empresa acontece em momento aquecido do mercado de smartphones: a indústria cresceu 20% o primeiro trimestre ante o mesmo período em 2020 em volume e chegou a 354 milhões de unidades vendidas.

Além de aquecido, o mercado tem tido disputas de competição grandes, principalmente desde que a fabricante de placas gráficas Nvidia anunciou no ano passado a aquisição da ARM, de posse do conglomerado japonês SoftBank. O negócio pende aprovação regulatória.

A ARM é originalmente uma divisão que se separou da Acorn Computers em 1990. Os chips de alta eficiência energética da empresa são utilizados em 95% dos smartphones em utilização e boa parte dos chips fabricados na China. A empresa licencia o desenho de seus semicondutores a mais de 500 companhias.

Empresas como a Qualcomm, além de Google e Microsoft, endossaram oposição ao negócio e enviaram um manifesto à Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês), pedindo que o órgão vete a aquisição. A justificativa é de que a compra fará com que a Nvidia atue como uma espécie de “guardiã” da tecnologia desenvolvida pela ARM, utilizada por essas empresas em forma de licenciamento.

Em entrevista recente, Amon afirmou que a Qualcomm teria interesse em adquirir ações e investir na ARM caso a empresa optasse por uma abertura de capital em detrimento da venda à Nvidia.

 

 

 

Acompanhe tudo sobre:empresas-de-tecnologiaExame HojeEXAME-no-InstagramQualcomm

Mais de Tecnologia

Uber apresenta instabilidade no app nesta sexta-feira

Zuckerberg diz que reação de Trump após ser baleado foi uma das cenas mais incríveis que já viu

Companhias aéreas retomam operações após apagão cibernético

O que faz a CrowdStrike, empresa por trás do apagão cibernético

Mais na Exame