Tecnologia

Coreia do Norte agora tem seu próprio videogame

Chamado de Moranbong, console tem sensores de movimento e é semelhante ao Nintendo Wii

Videogame: aparelho próprio da Coreia do Norte foi lançado recentemente, segundo site local (Carol Yepes/Getty Images)

Videogame: aparelho próprio da Coreia do Norte foi lançado recentemente, segundo site local (Carol Yepes/Getty Images)

RL

Rodrigo Loureiro

Publicado em 29 de outubro de 2019 às 16h50.

São Paulo – A Coreia do Norte agora tem um videogame para chamar de seu. Isso, pelo menos, é o que afirma o site Arirang Meari, veículo oficial do governo norte-coreano. De acordo com as informações oficiais, foi lançado o Moranbong, um tipo de console semelhante ao Nintendo Wii.

O design e as funções do aparelho lembram bastante o dispositivo japonês que foi lançado em 2006. O videogame é composto por dois sensores de movimento usados como controles e uma central com câmera que captura os movimentos e os replica digitalmente na tela.

Na descrição oficial, o console promove diversas atividades físicas, além de ser útil para “combater a obesidade em adultos e promover o crescimento das crianças”. Não foram divulgadas especificações técnicas como capacidade gráfica, memória RAM e outros aspectos.

Vale lembrar que os cidadãos norte-coreanos já foram fotografados anteriormente se divertindo em alguns tipos de videogames – mais especificamente aqueles comuns em fliperamas. O Moranbong, contudo, parece ser o primeiro console pessoal a chegar ao país.

(Arirang Meari/Divulgação)

Apesar da Coreia do Norte viver uma ditadura que impede a importação de produtos eletrônicos, há a possibilidade do novo dispositivo ter sido fabricado fora das fronteiras controladas por Kim Jong-un e importado de forma discreta pelo próprio governo.

Não seria a primeira vez. Em 2015, a imprensa internacional relatou o surgimento de gadgets de reprodução de DVDs chamados de Notel. O aparelho, que inicialmente era contrabandeado da China por cerca de 50 dólares americanos, passou a ser legal no país meses depois. Contudo, era necessário registrá-lo junto a órgãos norte-coreanos. A reprodução de mídias produzidas fora da Coreia do Norte, contudo, é proibida.

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