Como pode ser a cidade?
A estratégia em avaliação pela SpaceX prevê o uso de Starships pousadas na Lua como parte da infraestrutura inicial de uma base permanente. Segundo dados divulgados pela empresa, cada unidade do modelo Starship HLS possui mais de 600 metros cúbicos de volume interno pressurizado, o que permite sua utilização como habitat de curta e média duração.
Especialistas consideram tecnicamente viável a adaptação dessas naves para uso prolongado na superfície lunar. No entanto, não há, até o momento, planos oficiais detalhando a conversão das Starships em estruturas permanentes.
Onde a base deve ficar?
A principal área citada para a instalação da base é a borda da cratera Shackleton, no polo sul da Lua. Estudos da Nasa e da ESA indicam que partes dessa região recebem luz solar entre 80% e 90% do ano lunar, condição favorável à geração de energia solar.
Mesmo assim, a iluminação não é contínua. Há períodos de sombra que exigem sistemas de armazenamento de energia e soluções de redundância para garantir a operação da base.
No interior da cratera, regiões permanentemente sombreadas apresentam indícios consistentes da presença de gelo de água, identificados por missões como LRO e LCROSS. A quantidade disponível e a viabilidade da extração ainda são incertas, com evidências de que o gelo esteja misturado ao regolito lunar.
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Construção e proteção
A expansão da base está associada ao uso do regolito lunar como material de construção. Pesquisas conduzidas pela Nasa e pela ESA indicam que o solo da Lua pode ser empregado em processos de impressão 3D ou deposição automatizada para criar estruturas e camadas de proteção sobre habitats.
Estudos também mostram que camadas entre 1 e 3 metros de regolito são suficientes para reduzir significativamente a exposição à radiação e a impactos de micrometeoritos. A aplicação direta dessa técnica sobre Starships ou módulos infláveis, porém, permanece no campo conceitual.
Indústria e cronograma
Musk já afirmou que vê o espaço como um ambiente estratégico para infraestrutura computacional, especialmente após a integração da xAI ao ecossistema da SpaceX. Segundo a Reuters, a empresa avalia a expansão de data centers espaciais em órbita como parte dessa estratégia.
A instalação de data centers diretamente na Lua, aproveitando regiões frias e sem atmosfera para resfriamento, aparece em análises técnicas e estudos de tendência, mas ainda não foi formalizada em comunicados oficiais com local, cronograma ou escala definidos.
O mesmo se aplica aos mass drivers, sistemas eletromagnéticos de lançamento. Musk já mencionou a tecnologia como possibilidade futura, mas não há projetos públicos de engenharia nem cronogramas que associem esses sistemas a uma base específica no polo sul lunar.
Relatos indicam que a SpaceX trabalha com metas provisórias que incluem demonstrações técnicas em órbita em 2026, um pouso lunar não tripulado em 2027 e um pouso tripulado em 2028.
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