Ciência

Cientistas chegam a conclusão sobre megaestrutura alienígena

Após duas semanas de pesquisas com 42 antenas apontadas para a "megaestrutura alienígena", os cientistas finalmente revelaram o que descobriram


	Estrela: Jason Wright acreditava que ETs estavam capturando energia do astro
 (Nasa)

Estrela: Jason Wright acreditava que ETs estavam capturando energia do astro (Nasa)

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Da Redação

Publicado em 10 de novembro de 2015 às 08h59.

São Paulo – O Instituto de Pesquisa por Inteligência Extraterrestre (Seti, em inglês) em Mountain View, na Califórnia, revelou que a “megaestrutura alienígena”, encontrada em torno de uma estrela distante da Terra, não é fruto de tecnologia alienígena.

O sistema estrelar KIC 8462852 ficou conhecido no mês passado após Jason Wright, astrônomo da Universidade Penn State, sugerir que o padrão de luz da estrela evidenciava escurecimento incomum de 20%.

Para Wright, esse dado significava que uma estrutura com painéis solares foi construída em torno da estrela – e que foi arquitetada por alienígenas para captar energia do astro.

A fim de investigar esse comportamento pouco comum da KIC 8462852, o Instituto Seti utilizou o Telescópio Allen Array para examinar a estrela. O conjunto tem 42 antenas de seis metros de diâmetro cada.

Durante duas semanas, as antenas procuraram sinais com frequências entre 1 e 10 GHz – que seriam consistentes com as emissões de alienígenas usufruindo a energia de uma estrela.

Além disso, os cientistas enviaram “sinais de saudações”, de ordem de 1 Hz de largura, para a estrutura. O objetivo era fazer contato com os supostos ETs -- como a resposta poderia demorar anos, os pesquisadores da Seti também decidiram rastrear se esse tipo de sinal (sons de baixa frequência) estava sendo emitido da estrela.

Porém, os pesquisadores não obtiveram sucesso. “A história da astronomia sempre nos mostra que, cada vez que pensávamos que tínhamos encontrado um fenômeno extraterrestre, estávamos errados”, observa Seth Shostak, astrônomo do Seti, em um comunicado.

Apesar de os resultados não revelarem a presença de alienígenas na estrela, o comunicado do instituto nota que há um sinal de significante baixa frequência apontado na direção da Terra que ainda não foi estudado.

No entanto, a falta de uma detecção na faixa de frequência de microondas sugere que o objeto é, provavelmente um evento natural e, não, artificial. Assim, a teoria que Tabetha Boyajian, astrônoma da Universidade de Yale (EUA), apresentou em setembro sobre a possibilidade de que a estrutura foi originada por uma chuva de cometas, parece ser a mais correta.

Atualização (10/11/2015): Devido à algumas dúvidas que surgiram dos leitores da EXAME.com com relação aos "sinais de saudações", resolvemos adicionar uma informação sobre o assunto no sexto parágrafo.

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