São Paulo - Todo ano, no início de maio e no meio de outubro, dá pra ver, daqui da Terra, uma chuva de meteoros produzida pelo cometa Halley.
Chegou a hora de olhar para o céu e observar o fenômeno (se não estiver nublado na sua cidade, claro).
Entre a noite de hoje e a madrugada de amanhã, você poderá ver a chuva de meteoros – chamada de Orionídeas por ter como ponto de referência para observação a constelação de Órion, a mesma que possui o cinturão formado pelas Três Marias – entrar na nossa atmosfera.
Quem estiver em locais afastados da luminosidade conseguirá observar até 20 meteoros por hora.
O meteoro, conhecido popularmente como “estrela cadente”, é um fenômeno luminoso que acontece devido à entrada de um fragmento de rocha (meteoroide), geralmente deixados para trás por cometas.
É isso que o Halley deixa quando nosso planeta cruza sua trajetória.
Como esses pequenos pedaços de cometa entram na nossa atmosfera em alta velocidade, eles se queimam e formam uma incrível iluminação no céu.
Ainda não será dessa vez que você verá o Halley em pessoa. A última vez que foi possível observar a passagem do cometa foi em 1986. E a próxima só vai rolar depois de 2060.
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1. Halley e cia.
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1/21 (NASA/Divulgação)
São Paulo – A
Terra deve cruzar a órbita do cometa Halley nesta semana. Apesar de ser o mais conhecido, o Halley não é o único
astro do tipo a ser alvo da curiosidade das pessoas e da
ciência.Vários cometas já foram temas de estudos e observações por parte dos pesquisadores. A seguir, reunimos algumas das descobertas na área.
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2. Origem
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2/21 (Wikimedia Commons)
Os cometas são corpos rochosos cobertos de gelo que vagam pelo espaço deixando o rastro de uma cauda de gás. De acordo com informações fornecidas pela Agência Espacial Europeia (
ESA, na sigla em inglês), esses astros teriam surgido há aproximadamente 4,6 bilhões de anos.
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3. Temperatura
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3/21 (Τϊζζ¥/Creative Commons/Flickr)
Por meio de um de seus instrumentos, a sonda Rosetta descobriu que a temperatura na superfície do cometa Churiumov-Guerasimenko é de cerca de setenta graus Celsius negativos. De acordo com a
ESA, essa temperatura já pode ser considerada "quente demais" para um cometa.
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4. Aterissagem
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4/21 (David McNew/Getty Images)
A sonda Rosetta da
ESA realizará em 2014 a primeira aterrissagem da história em um cometa. O evento está marcado para acontecer no próximo dia 12. Para os pesquisadores, os cometas são como "cápsulas do tempo" e podem conter importantes informações sobre a origem do Sistema Solar.
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5. Arpão
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5/21 (Chris Meaney/Walt Feimer/NASA)
É tão difícil fazer uma nave pousar num cometa que a
NASA desenvolveu um método interessante de obter amostras desses astros. Ele consiste num arpão, que é disparado a partir de uma nave e retira amostras dos cometas.
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6. Aristóteles
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6/21 (Wikimedia Commons/Reprodução)
Na Grécia antiga, o filósofo Aristóteles chegou a registrar em seus escritos relatos referentes ao aparecimento de um cometa no céu por volta de 466 a.C. Para astrônomos da
universidade americana Brigham Young, é bem provável que o cometa seja o Halley. Segundo os cientistas, o Halley ficou visível por 80 dias entre junho e agosto daquele ano e outros relatos da época também abordam a passagem do cometa.
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7. Dinossauros
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7/21 (Wikimedia Commons)
Para cientistas da universidade americana de Dartmouth, um cometa (e não um asteroide) é a causa mais provável da extinção dos dinossauros da Terra.
A tese se baseia nas concentrações de irídio e ósmio na cratera de Chicxulub, no México - onde o astro teria colidido com a Terra. Esses elementos químicos estão presentes em vários cometas e asteroides.
Considerando as concentrações deles na região em questão e o tamanho da cratera mexicana, os pesquisadores acreditam que só um cometa (e não um asteroide) seria capaz de um estrago do tipo.
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8. Eta Corvi
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8/21 (Ethan Miller/AFP)
A previsão do tempo não é nada animadora para os planetas que orbitam em torno da estrela Eta Corvi. Os astros localizados nessa região do espaço estão sendo alvo de uma chuva de cometas.
De acordo com pesquisadores da universidade americana Johns Hopkins, a provável razão do fenômeno é a alteração gravitacional nessa parte do universo.
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9. Ison
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9/21 (NASA/MSFC/Aaron Kingery)
É com pesar que informamos a morte do cometa Ison. O fato se deu 28 de dezembro do ano passado, após a passagem do astro pelo Sol. Ison tinha cinco quilômetros de diâmetro e existia há 4,5 bilhões de anos. Sua morte foi constatada por pesquisadores da agência espacial americana NASA.
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10. Planeta cometário
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10/21 (Divulgação/ESO)
"Planeta cometário" foi como os cientistas da universidade do Colorado definiram o planeta HD 209458b. Por estar muito perto da estrela em torno da qual orbita, esse planeta está vendo sua atmosfera evaporar. Em função disso, ele é um planeta com cauda - o que justifica a nomenclatura inusitada.
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11. Medieval
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11/21 (Getty Images)
Há cerca de 1,5 mil anos, mudanças climáticas causaram problemas na agricultura e até fome na Europa medieval. Para cientistas da universidade escocesa de Cardiff, a razão dessas transformações foi um cometa. A colisão do astro com a Terra teria gerado uma nuvem de cinzas e fuligem que impediu que a luz solar chegasse a algumas áreas. Com isso, foram mais frios os verões entre 536 e 540. Os pesquisadores chegaram a essa conclusão por meio da análise de troncos de árvores.
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12. C/2014 A4 Sonear
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12/21 (NASA/ESA/STScI/AURA)
O cometa C/2014 A4 Sonear tem uma característica que o diferencia da maioria dos outros: ele foi o primeiro astro do tipo descoberto por brasileiros. A realização é obra de três astrônomos amadores de Minas Gerais.
Confirmada pela União Astronômica Internacional, a descoberta aconteceu em 12 de janeiro de 2014. Dois meses depois, o mesmo grupo descobriu um segundo cometa - batizado de C/2014 E2 Jacques.
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13. Wild 2
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13/21 (AFP)
A glicina é um dos aminoácidos presentes no código genético dos seres vivos. Essa molécula foi encontrada em amostras do cometa Wild 2 coletadas pela sonda Stardust da NASA. Para os cientistas, essa coincidência confirma a tese de que alguns ingredientes básicos da vida na Terra se formaram no espaço e chegaram ao nosso planeta por meio de cometas e outros astros.
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14. Elenin
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14/21 (NASA / JPL-Caltech)
Desde sua descoberta em 2010, o cometa Elenin se tornou o centro de uma série de teorias sobre o fim do mundo. Na internet, rumores davam conta de que o astro tinha chances de colidir com a Terra.
Porém, as especulações terminaram em outubro de 2011. Nessa ocasião, o Elenin foi destruído por conta de sua aproximação com o Sol. De acordo com a NASA, os restos do cometa não devem colidir com a Terra nos próximos 12 milênios.
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15. 103P/Hartley 2
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15/21 (©AFP/Getty Images/Arquivo / Brendan Hoffman)
Os cometas podem ser a origem de grande parte da água dos oceanos da Terra. Quem afirma é o Instituto Max-Planck, da Alemanha. Em artigo publicado na revista de ciência Nature, cientistas da entidade informam que identificaram semelhanças nas proporções de deutério de hidrogênio pesado presentes na água dos oceanos da Terra e na água presente no cometa 103P/Hartley 2. A aferição foi feita por meio de aparelhos infravermelhos.
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16. Saara
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16/21 (ARNALDO KLAJN)
Uma equipe da universidade de Joanesburgo encontrou restos de um cometa na região do deserto do Saara, no Egito. Ele entrou na atmosfera há 28 milhões de anos e explodiu. Com a explosão, houve uma chuva de fogo que aqueceu em 2 mil graus Celsius a areia do deserto, transformando em sílica uma área de 6 mil quilômetros quadrados.
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17. 213P Van Ness
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17/21 (LCOGT)
Eventualmente, o núcleo de um cometa pode se fragmentar - fazendo com que o astro deixe pedaços seus para trás. O fenômeno foi registrado por uma estudante durante um curso de verão promovido pela universidade de Glamorgan, no País de Gales. O cometa em questão era o 213P Van Ness, que se dividiu no momento em que a jovem fazia fotografias do espaço.
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18. Sagitário A*
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18/21 (foto/AFP)
Luzes em raios X emitidas pelo buraco negro Sagitário A* intrigavam os cientistas da NASA até 2012. Naquele ano, uma pesquisa da agência espacial americana apontou que uma nuvem de cometas e asteroides estava por trás do fenômeno.
De acordo com a NASA, a vaporização desses astros quando atraídos pelo buraco negro combinada ao atrito ao passar por uma camada de gás quente é a razão das misteriosas luzes.
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19. Fábrica de cometas
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19/21 (Martin Bernetti/AFP)
Durante análise do sistema Oph-IRS 48, astrônomos do observatório chileno ALMA descobriram uma formação que funciona como uma "fábrica de cometas". Nela, uma estrela circundada por um anel de gás atua como uma armadilha de poeira. Essa armadilha faz com que os grãos de poeira maiores fiquem presos e cresçam até que alcançassem o tamanho de um cometa.
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20. Cemitério
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20/21 (Stock.XCHNG)
Um “cemitério” de cometas foi achado por cientistas da universidade de Antioquia, na Colômbia. Localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter, o local reúne mais de um milhão de astros desse tipo.
De acordo com os pesquisadores, a concentração de cometas nessa região do espaço é antiga. Porém, eles foram se tornando inativos com o tempo.
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21. Que tal agora saber mais de asteroides?
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21/21 (NASA/AFP)