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China atinge marca de 5 milhões de patentes de invenção e lidera ranking global

País reúne 24 dos 100 principais polos globais de inovação científica e tecnológica

 (Jamie McDonald/Getty Images)

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Agência

Publicado em 23 de abril de 2026 às 17h25.

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A China ultrapassou a marca de 5 milhões de patentes de invenção válidas e se tornou o primeiro país a atingir esse volume, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira, 23, pela autoridade nacional de propriedade intelectual.

De acordo com Rui Wenbiao, vice-comissário da Administração Nacional de Propriedade Intelectual da China, o país ampliou sua atuação em áreas estratégicas e concentrou registros em setores como tecnologia quântica, biofabricação, interfaces cérebro-computador e comunicações 6G.

Os dados mais recentes mostram que, em 2025, a China autorizou 972 mil patentes de invenção. No mesmo período, registrou mais de 4,2 milhões de marcas comerciais e reconheceu 10,67 milhões de direitos autorais. Além disso, concedeu 6.986 novos direitos de variedades vegetais e reconheceu 104 produtos com indicação geográfica.

No campo regulatório, o governo intensificou a fiscalização. Órgãos de mercado resolveram 37 mil casos de violação de patentes e marcas, enquanto tribunais concluíram 540 mil disputas relacionadas à propriedade intelectual.

Segundo o Índice Global de Inovação 2025, da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, a China passou a ocupar a 10ª posição e entrou no grupo das dez economias mais bem colocadas pela primeira vez. O país reúne ainda 24 dos 100 principais polos globais de inovação científica e tecnológica, com destaque para o eixo Shenzhen–Hong Kong–Guangzhou, que lidera o ranking.

Durante a coletiva, Wang Zhicheng, responsável pela Administração de Direitos Autorais no Departamento de Propaganda do Comitê Central do Partido Comunista Chinês, afirmou que os direitos autorais ganharam peso como ativo estratégico. Ele destacou que as autoridades ampliaram ações contra pirataria em setores como cinema, produtos culturais e publicações voltadas ao público jovem.

Para 2026, a estratégia inclui foco em obras audiovisuais, literatura online e distribuição digital. Segundo Wang, o uso de tecnologias deve aumentar a eficiência das ações de fiscalização e ampliar o controle sobre infrações nesses segmentos.

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