Repórter
Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 13h05.
Última atualização em 5 de janeiro de 2026 às 13h13.
A Consumer Electronics Show de 2026 começa amanhã, 6, mas na abertura para a imprensa, o evento já começou e já deixou claro que este será um ano menos sobre promessas futuristas vazias e mais sobre refinamento. Em vez de revoluções repentinas, as empresas estão apostando em ajustes estruturais: novos formatos, melhorias práticas e integrações mais discretas de IA.
Entre centenas de anúncios, alguns dispositivos se destacam não apenas pelo fator “uau”, mas por indicarem produtos que fazem sentido fora do estande — e que realmente valem a pena acompanhar até o lançamento.

A Samsung voltou a chamar atenção com o Samsung Z TriFold, um smartphone com três painéis dobráveis que, aberto, funciona como um tablet compacto.
Diferente de conceitos exibidos em anos anteriores, o TriFold parece mais próximo de um produto real. A proposta aqui não é apenas dobrar mais, mas resolver um problema antigo: fazer o usuário realmente querer abrir o aparelho no dia a dia.
A experiência prática sugere um dispositivo híbrido mais convincente do que os dobráveis de uma dobra só, ainda subutilizados pela maioria das pessoas.

Depois de anos fora de cena, a LG ressuscitou sua linha mais radical com a LG OLED evo W6, uma TV com apenas 9 mm de espessura.
Ela não é apenas fina por vaidade. A volta do conceito Wallpaper TV indica que a LG voltou a investir em arquitetura interna modular, com a Zero Connect Box separando conexões e processamento do painel.
É uma resposta direta a consumidores que querem telas grandes sem transformar a sala em um showroom de cabos.

O Birdbuddy 2 não tenta reinventar a casa inteligente, mas melhora algo que já funcionava.
O novo alimentador de pássaros traz câmera 2K HDR, ativação instantânea e melhor captação de som — tudo pensado para reduzir atrito, não para exibir tecnologia.
Aqui, a IA, inteligência artificial entra de forma pragmática: identificar espécies, registrar visitas e facilitar o uso para iniciantes.
É um bom exemplo de como produtos conectados podem amadurecer sem virar caricaturas tecnológicas.

A JBL estreou seus primeiros fones esportivos abertos com o JBL Endurance Zone, mirando quem quer treinar ouvindo música sem perder a noção do ambiente.
Com design de gancho, certificação IP68 e foco em reduzir vazamento de som, o Endurance Zone mostra que o formato open-ear está deixando de ser nicho.
Em um mar de telas, o Mui Board Gen 2 segue o caminho oposto. Feito de madeira e quase invisível quando inativo, o painel ganhou suporte a monitoramento de sono por radar mmWave, sem câmeras ou dispositivos vestíveis.
A proposta é ambiciosa: transformar o quarto em um ambiente conectado sem parecer tecnológico. Ainda há dúvidas sobre a precisão, mas a ideia de sensores ambientais substituindo wearables aponta para um futuro mais passivo — e menos invasivo — da casa inteligente.