Streaming da CazéTV aumenta tráfego em quase 8 vezes em jogos do Brasil, diz Ascenty (Rorion Carvalho/Cazé TV/Reprodução)
Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 2 de julho de 2026 às 16h11.
Última atualização em 2 de julho de 2026 às 16h16.
Toda vez que a seleção brasileira entra em campo na Copa do Mundo, o país sente um baque que vai além da emoção do jogo. Quando o Brasil enfrentou a Escócia, o tráfego no ponto de troca de dados da Ascenty, uma importante provedora de data centers no país, saltou de 25 para 198 gigabits por segundo, um crescimento de quase oito vezes.
Segundo a empresa, o motivo foi um só: a transmissão da CazéTV no YouTube.
Não é um caso isolado. Durante Brasil x Japão, o AICX, ambiente da Ascenty que interliga provedores de conteúdo e operadoras, registrou pico de 180 Gb/s. E, quando se olha para a infraestrutura que faz a troca de tráfego entre as redes do país, a marca fica ainda mais impressionante: nos data centers da Ascenty em São Paulo e em Vinhedo, o volume agregado chegou a cerca de 2 terabits por segundo no jogo contra o Japão e a quase 2,40 Tbps na estreia diante do Marrocos, em 13 de junho.
O caso da CazéTV é um retrato claro de uma migração que a indústria da mídia acompanha de perto: a do público brasileiro da televisão aberta para o streaming.
Mesmo com Globo, SBT, SporTV e outras emissoras transmitindo os mesmos jogos, uma fatia enorme da audiência escolhe assistir pelo YouTube, de graça e do jeito da internet.
Essa preferência, antes visível só nos números de audiência, agora aparece também onde poucos imaginariam: no tráfego de dados que sustenta a rede do país.