Harry Potter (Dan Radcliffe) usa a capa da invisibilidade no primeiro filme da série ao lado de seu amigo Rony (Rupert Grint) (Divulgação)
Gabriela Ruic
Publicado em 7 de junho de 2013 às 11h34.
São Paulo – O desenvolvimento das capas de invisibilidade, eternizadas nos filmes do bruxinho Harry Potter, intriga físicos mundo afora e é alvo de dezenas de pesquisas científicas. Um delas, revelado nesta semana pelo blog The Physics arXiv, parte do site Technology Review do Massaschusetts Institut of Technology (MIT) exibe três dispositivos capazes de esconder objetos de diferentes tamanhos.
Os aparelhos foram feitos por John e Benjamin Howell, estudantes da Universidade de Rochester (NY). A sacada da dupla foi usar um jogo de espelhos e lentes, ao invés de metamateriais, substâncias sintéticas com propriedades óticas. A partir daí, direcionaram a luz de modo que circundasse a região do objeto que desejavam esconder.
Cientes de que este método um velho conhecido de mágicos e ilusionistas, os Howell esclareceram que o objetivo do experimento é o de mostrar como é fácil redimensionar tais dispositivos a ponto de conseguirem usá-los em objetos de qualquer tamanho.
De acordo com eles, os aparelhos são grandes o suficiente para esconder uma pessoa, “embora de forma não tão conveniente quanto a capa do Harry Potter”, brincaram. Outro uso para os dispositivos, explicou a dupla, poderia ser o de disfarçar satélites que orbitam a Terra.
Capas de invisbilidade
Esta não é a primeira vez que cientistas anunciam o desenvolvimento de “capas de invisibilidade”. Durante uma conferência TED realizada recentemente, o cientista Baile Zhang apresentou uma espécie de caixa que conseguia tornar invisíveis aqueles objetos colocados atrás dela. Ao contrário dos Howell, contudo, seu experimento incluía o uso de minerais capazes de curvar as ondas de luz.