Washington - Os nascimentos prematuros podem alterar a conectividade entre diferentes partes do cérebro, o que pode aumentar o risco da criança desenvolver autismo e problemas de atenção, segundo um estudo britânico publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.
Pesquisas anteriores já tinham observado que o autismo e os problemas de concentração são mais frequentes em crianças prematuras.
Pesquisadores do King's College de Londres utilizaram uma ressonância magnética para examinar as conexões específicas dos cérebros de 66 crianças, das quais 47 nasceram antes da 33ª semana de gestação, enquanto outras 19 nasceram no tempo previsto.
Os autores se concentraram nas conexões entre o tálamo, o centro de reflexos emocionais, e o córtex, a matéria cinzenta que rodeia os hemisférios cerebrais e que tem um papel fundamental em muitas funções cognitivas.
Os cientistas constataram que os bebês nascidos entre as 37ª e a 42ª semanas, que é o período normal de gestação, tinham estruturas sabidamente similares às dos adultos em algumas partes do cérebro, o que confirma que as conexões estavam bem desenvolvidas no momento do nascimento.
Ao contrário, nos prematuros, os especialistas observaram menos conexões cerebrais entre o tálamo e o córtex, porém mais conexões com uma zona particular do córtex que está envolvida no processamento de sinais faciais, dos lábios, a mandíbula, a língua e a garganta.
Isto poderia explicar porque os bebês prematuros que são amamentados ou alimentados com mamadeira aprendem a fazê-lo antes que as crianças nascidas a termo.
Mas a menor conectividade na região do córtex envolvida nas capacidades cognitivas pode estar relacionada com o fato de estas crianças terem mais probabilidades de sofrer de problemas de concentração e de socialização, segundo os pesquisadores.
"A próxima etapa na nossa pesquisa será compreender o vínculo entre estas observações e as dificuldades de aprendizado, concentração ou socialização", comentou Hilary Toulmin, do centro de desenvolvimento cerebral do King's College e principal autora do estudo publicado na academia americana de ciências (PNAS).
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1. Bocejo
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1/17 (Getty Images)
Você sabia que bebês na barriga também bocejam? O fenômeno foi descoberto por um estudo da universidade inglesa de Durham, para o qual 15 bebês foram filmados no útero de suas mães. De acordo com os cientistas, o bocejo na barriga só acontece nos últimos três meses de gestação e, por isso, deve estar associado ao desenvolvimento dos bebês.
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2. Cães
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2/17 (Reprodução/YouTube)
Você tem bebê em casa? E cachorro? Se tiver os dois, saiba que a criança tem menos chances de ter problemas respiratórios ou de ouvido em função disso.
A descoberta é fruto de um estudo da universidade finlandesa de Kuopio. No experimento com 397 bebês, os pesquisadores constataram os efeitos benéficos dessa situação para crianças que conviviam com cachorros dentro de casa por seis horas diárias. Elas apresentaram 30% menos chances de infecções do que aquelas que não tinham contato com bichos.
Aparentemente, a convivência com cães fortalece o sistema imunológico dos bebês.
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3. Leitura
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3/17 (AFP)
Ouvir alguém lendo faz bem para bebês. A
Academia Americana de Pediatria recomenda que os pais leiam para seus filhos até os três anos de idade, pelo menos. Segundo a entidade, ouvir histórias estimula a aquisição de linguagem e outras capacidades comunicativas dos bebês.
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4. Bate-papo
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4/17 (Getty Images)
Anne Fernald é psicóloga da universidade americana de Stanford. Em seus estudos, ela constatou que bebês com os quais os pais conversam mais têm o cérebro mais desenvolvido do que aqueles com os quais os pais não conversam.
De acordo com Anne, esse fenômeno pode gerar uma diferença equivalente a dois anos de desenvolvimento do cérebro entre duas crianças da mesma idade.
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5. Aleitamento
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5/17 (GettyImages)
Até os seis meses de idade, todo bebê só deve se alimentar de leite materno. A recomendação é da Organização Mundial da Saúde. De acordo com o órgão, esse procedimento protege o bebê de infecções e reduz o risco de mortalidade.
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6. Prematuros
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6/17 (REUTERS/ Fredy Builes/Reuters)
Todos os anos, cerca de 15 milhões de bebês nascem antes de 37 semanas de gestação - ou seja, prematuros. O número é da Organização Mundial da Saúde.
No ranking dos países com maior número de bebês prematuros, o Brasil é o décimo colocado. O país registra 279 mil partos desse tipo a cada ano.
Fenômenos como gravidez na adolescência e outras situações justificam o grande número de prematuros no Brasil.
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7. Coqueluche
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7/17 (Getty Images)
O Instituto Butantã desenvolveu uma vacina para coqueluche voltada para bebês com menos de seis meses de idade. Essa faixa etária concentra 80% dos casos e todas as mortes causadas pela doença, que afeta o sistema respiratório.
Hoje, os bebês recebem a primeira dose da vacina contra coqueluche aos dois meses de idade. Mas, em função da imaturidade do sistema imunológico, ela só começa a fazer efeito quatro meses depois.
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8. Antibióticos
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8/17 (sxc.hu)
Tomar antibióticos nos primeiros seis meses de vida pode fazer com que o bebê se torne uma criança obesa no futuro. A descoberta é fruto de um estudo da universidade de Nova York, do qual participaram mais de 11.500 crianças. De acordo com os cientistas, os antibióticos matam micróbios que vivem em nossos intestinos e que estão ligados à forma como absorvemos calorias - o que explicaria o fenômeno.
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9. Alergias
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9/17 (©AFP / Didier Pallages)
A exposição de recém-nascidos à poluição aumenta as chances de alergia na vida adulta. A descoberta é de cientistas da Universidade de São Paulo. A relação foi constatada a partir de um estudo com camundongos.
De acordo com os pesquisadores, o contato exagerado de indivíduos recém-nascidos com a poluição faz com que seus organismos deem uma resposta mais forte a estímulos alérgicos na fase adulta.
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10. Autismo
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10/17 (Getty/Getty Images)
Bebês de baixo peso têm cinco vezes mais chances de se tornarem autistas do que crianças nascidas com peso normal. A relação consta em estudo divulgado pela revista Pediatrics.
A pesquisa acompanhou o desenvolvimento de 862 bebês nascidos entre 1984 e 1987 com pesos entre 500 gramas e dois quilos. De acordo com os cientistas, 5% das crianças nascidas com baixo peso foram diagnosticados com autismo quando mais velhas - contra 1% de ocorrências da doença na população geral.
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11. Memória
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11/17 (AFP)
Dar anestesia em bebês com menos de 1 ano de idade pode causar danos à memória deles no futuro. Quem afirma são os cientistas da universidade da Califórnia. A descoberta é fruto de um estudo realizado com crianças entre 6 e 11 anos. Ao que tudo indica, a anestesia destrói certas células nervosas e afeta o funcionamento das sinapses.
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12. Tintura
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12/17 (Dreamstime)
Pintar o cabelo nos três primeiros meses de gravidez aumenta as chances do bebê ter leucemia. A descoberta é de cientistas da Escola Nacional de Saúde Pública e do Instituto Nacional do Câncer.
Em estudo realizado em 15 centros de saúde brasileiros, eles entrevistaram 650 mães. Cerca de 400 delas tinham filhos saudáveis e outras 231 tinham filhos que foram diagnosticados com leucemia antes dos 2 anos.
Das 400 mulheres com filhos saudáveis, 41 (ou 9,8%) usaram tinturas durante os três primeiros meses de gravidez. Já entre as 231 com filhos doentes, 35 (ou 15,2%) afirmaram ter pintado o cabelo no mesmo período.
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13. Crack
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13/17 (Paula Bronstein/Getty Images)
Quando uma mulher grávida fuma crack, 3% a 5% da droga consumida chegam ao bebê por meio da placenta. O dado foi citado num levantamento sobre dependentes feito pela Universidade Federal de São Paulo. Segundo os cientistas, as consequências do contato do bebê com a droga ainda são desconhecidas.
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14. Pequeninos
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14/17 (Ed Jones/AFP)
Quanto mais poluído o ar, mais alta a taxa de bebês que nascem com peso insuficiente. A relação foi tema de um estudo da universidade da Califórnia, que analisou 14 cidades nos 5 continentes. O trabalho foi publicado na revista médica Environmental Health Perspectives e, por ser quantitativo, não apresenta as possíveis razões do fenômeno.
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15. Facebook
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15/17 (Go Takayama/AFP)
Quase 60% dos participantes de uma pesquisa realizada pelo site MyMemory.com afirmaram que se irritam quando veem fotos de bebês no Facebook. Imagens com filtro (comuns no Instagram) e "obviamente posadas" também foram apontadas como motivos de irritação por parte dos usuários da rede social.
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16. Cama
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16/17 (Stock.xchng)
Dormir na mesma cama que um adulto pode ser muito perigoso para um bebê. O motivo é o fato de, até os oito meses, os bebês não terem capacidade de se desvencilhar de cobertores, travesseiros ou outros objetos que caiam sobre eles.Um estudo divulgado na revista Pediatrics com base em mais de 8.200 registros de morte de bebês mostrou que 69% dos casos aconteceram nessas circunstâncias. Os casos contabilizados foram registrados nos Estados Unidos entre 2004 e 2012.
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17. Agora, que tal saber mais sobre cachorros?
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17/17 (Michael Loccisano/Getty Images)