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Surto misterioso faz redes de restaurantes suspenderem o uso de alface; entenda o caso

Michigan registrou alta de 69% nos casos, enquanto autoridades investigam a origem das contaminações em 31 estados

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 13 de julho de 2026 às 16h58.

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Os casos de ciclosporíase cresceram de forma acelerada em Michigan, nos Estados Unidos, durante o fim de semana, com o estado registrando 2.640 infecções e 44 internações desde a identificação do surto, em junho.

A doença é provocada pelo parasita microscópico Cyclospora, transmitido por alimentos ou água contaminados, e pode causar episódios prolongados de diarreia.

Os registros divulgados na segunda-feira, 13, apontam que o número de diagnósticos em Michigan aumentou 69% em relação ao balanço anterior. O estado, que normalmente contabiliza cerca de 50 casos por ano, concentra atualmente um volume muito superior ao histórico.

Em todo o país, 31 estados notificaram infecções por ciclosporíase em 2026. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), foram confirmados quase 850 casos, enquanto mais de 1.500 notificações permaneciam em análise até, quinta-feira, 10 de julho.

Sintomas

A infecção costuma provocar diarreia aquosa, que pode persistir por dias ou até meses. Náuseas, cólicas abdominais, perda de apetite e redução de peso também estão entre os sintomas associados à doença. O tratamento indicado é feito com um antibiótico de uso comum, segundo a Bloomberg.

As autoridades federais ainda investigam a origem do surto. Em episódios anteriores, a doença foi relacionada ao consumo de alimentos como manjericão, coentro, alface e framboesas, além de casos associados a infecções adquiridas fora dos Estados Unidos.

O CDC informou que os números nacionais ainda não refletem integralmente os registros estaduais e afirmou que trabalha em conjunto com os departamentos locais de saúde para atualizar o total de casos confirmados.

Como medida preventiva, algumas unidades da rede Taco Bell no sudeste de Michigan suspenderam temporariamente o uso de alface. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Michigan também divulgou orientações específicas para o manuseio de alface e outras verduras, com o objetivo de reduzir o risco de transmissão.

A Sysco Corp., fornecedora do setor de alimentação, informou que acompanha a situação, mas declarou que não recebeu das autoridades qualquer indicação sobre a origem do surto nem recomendações para adoção de medidas adicionais por parte de seus parceiros.

Recomendações

Profissionais de saúde orientam que pessoas com sintomas gastrointestinais persistentes por mais de alguns dias procurem atendimento médico. Crianças e idosos integram os grupos com maior risco de complicações.

Segundo o CDC, os pacientes identificados até o momento têm entre 5 e 88 anos. Não há registro de mortes relacionadas ao surto. A agência recomenda a higienização das mãos e a lavagem adequada de frutas, legumes e verduras antes do consumo ou do preparo.

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